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Não me sinto entusiasmado por ir a Lisboa.
Os motivos que levam a fazer 900 km de autocarro são tristes: significam a miséria, o desespero, a depressão, a perda do amor-próprio, a dignidade.
E eu tenho medo de um dia destes ser como eles, não me assim muito longe disso infelizmente.
Por isso vou com um sentido de dever.
É preciso acabar com insanidade financeira do Neo-Liberalismo.
É preciso rever as parcerias publico-privadas.
É preciso emagrecer os cargos dirigentes de nomeação politica.
É preciso muita coisa, sobretudo coragem, para resolver os problemas.
É preciso que NÓS comecemos a protestar mais vezes, a intervir mai

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Senciência é a "capacidade de sofrer ou sentir prazer ou felicidade". A palavra senciência é muitas vezes confundida com sapiência, que pode significar conhecimento, consciência ou percepção. As duas palavras podem ser diferenciadas olhando-se suas raízes latinas: sentire é "sentir" e sapere é "saber". Senciência, portanto, é a capacidade de sentir.

Retirado da Wikipédia, com a devida vénia.

Eu sei que sou senciente. Mas realmente preocupa-me que tal aconteça com os animais. Afinal isso significa toda a diferença no tratamento dos animais que comemos diariamente. Tive a primeira abordagem a este conceito na Série "Ossos", a Dra Temperance Brenan referiu-se-lhe, e apercebi-me instintivamente do significado da palavra.
Ainda assim fiquei confuso. Como é que se pode sentir um significado? 

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This little girl wearing a pale green dress and black, high-topped sneakers.
This little girl chasing a tiny piece of cellophane blowing across a vacant lot.
This little girl speaking to the cellophane as tlhougt it was being of the wind.

This little girl giggles at the hot tropical breath on her bach. She feels no separation betwen herself and the cellophane. Both being blown. Both being togethe in the same moment. She stares it down. She speaks diretly to this cellophane:
"Just let me step on you"she says. "Just stay still so i can step on you", she says.
13/1/80 -  Homestead Valley, Ca.

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Leia mais: http://lounge.obviousmag.org/sandalias_magneticas/2012/07/a-trilogia-do-sprawl-de-william-gibson.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+OBVIOUS+%28obvious+magazine%29#ixzz27Kv4wnj3

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23.09.12
O capitão, Édipo tardio
jaz ensanguentado na orla da mata
trespassado por uma baioneta
(inimiga?)
mataram o capitão
para acabar com a carnificina
um general
de borracha insuflável
voz monocórdica
dispõe do estado maior
redú-los ao gelo do medo
lembra-lhes os dias fatídicos
na mata

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22.09.12
o nome Hamlet'i surgiu de uma deformação do nome da obra de Shakespeare (que fino!).
É uma mistura de omoleti com Hamle't.
Já o Vingador Careca é outra figura mais complexa. Nasce dum filme, a Guerra das Rosas, com aquele baixinho, o Dani de Vito e a magnífica Cathleen Turner e o Michael Douglas.
O Vingador careca era o nome para Fellatio entre o casal.
Depois misturou-se com um ramo de árvore e duas folhas e deu um fanzine com uma edição com um exemplar.
Hino à alegria e ao sexo descomplexado.

Já os desenhos são um quanto, direi, para uma análise psicanalítica mais detalhada. 

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19.09.12

O nome de Pitões das Júnias ficou-me da primeria vez que fui ao Gerês.
O nome e a magia do sitio ficou-me logo embora o local me fosse totalmente desconhecido.
Foi a primeira coisa que disse David quando falámos em ir ao Gerês, numa noite quente de Julho no Sardoal: tínhamos que ir lá! Mas ele já lá tinha ido e até conhecia mais coisas como as quedas de água.
Assim como a fenda Calcedónia (ao qual o meu estado físico não me permitia ir. é um trilho pedestre de alguma dificuldade, salvo erro, 4).
Também não me deixou ir às quedas de água de Pitões das Júnias.
Tal como não me permitiu ir à Ponte da Misarela.

Mas fui ao mosteiro, situado num vale, cercado por árvores da floresta primitiva Portuguesa: castanheiros, frondosos carvalhos, e o rumorejar de um ribeiro, o tal que desemboca mais abaixo nas quedas de água.
Se eu tivesse que me converter, ali seria o sitio perfeito!



Não faltam motivos para volta aquela antecâmara do paraíso.
Em tanta beleza só faltou o toque feminino… aguardo um boa oportunidade para lá voltar e colmatar essa falha, é quase como não escrever um livro, garanto-vos!
Todas estas fotos tem o condão de eternizar momentos que sei desde já ficam como pontos altos da nossa vida (a minha circulação involuntariamente sobe quando começo a ter  flashbacks.
As fotos, uma série delas que escolhi servem de referência: como a do ponto central de Portugal e aquela magnífica zona de Sardoal, Vila de Rei, Pedrogão. Montanhas, tudo montanhas que nos dão paisagens de cortar a respiração (isto é um cliché literário mas quem passar pela mesma experiência concordará na sua exactidão).

Júnia devia ser o nome de uma flor. E uma flor bonita e misteriosa como uma rosa negra.

A ponte do Diabo ou da Misarela, tem dois itinerários, um inclui uma passagem num túnel dum central termoeléctrica.
Hei-de maçar-vos muito mais nas longas noites de inverno com este assunto.
Por ora nesta longa noite de Verão, só os grilos serram o silêncio e a escuridão do quarto minguante.
Carros e quads passam, mas só de vez em quando, cada vez mais de vez em quando.
...
Esta noite amena de Setembro faz-me feliz no meu alpendre e a solidão não me pesa.
Os burburinhos da sociedade parecem longínquos e não interessam nada. 

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Ao som dos Pop Dell' Art, posso dar conta de que a se a música influencia o estado de espírito, o contrário poderá ser também verdade. 
Em que ficamos?
 Na fruição de sensações estranhas. De estranhos mundos habitados por marinheiros que se divertem num desses bares míticos (para mim são que só os conheço das referências e o que imagino... ambientes de faca e alguidar ... o Jamaika, Tokyo ou Europa) e que altas horas regressam aos navios e se deparam com enormes gatos pretos, e o resto tudo que de que eles falam.


A temática dos marinheiros é muito querida a Jean Genet, e não deve ser por acaso que os Pop cantam Querelle:


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Quantos pensamentos temos em 5 minutos?
É possível quantificá-los com exactidão?
E a maioria deles, em pouco espaço de tempo, não trazem consigo nada de útil. Imagine-se os terabytes de pensamentos que não têm utilidade, não são agradáveis, não são bonitos.
Dirão que uma vez que as sinapses precisam de ser constantemente utilizadas para não se deteriorarem, os pensamentos tem essa função higiénica de conservarem as auto-estradas da informação que circula no n/ cérebro em boas condições.
Nessa linha de ideias não admira que essa boa parte deles não tenha sequer qualquer nexo ou explicação.
Mas intorrogo-me bastas vezes qual a origem de muitos deles? Alguns são tão maus que não gosto de os gerar. Se pudesse evitar ter consciência deles, isso seria bom. Simpático da parte da natureza.
Talvez haja uma explicação simples da medicina para estas questões...
Mas receio bem que não. Que não seja simples nem linear.

Quantificar em medidas informáticas tal fluxo de informação é uma ideia interessante, mas teriamos que inventar uma máquina para medit tal coisa.

Já qualificar se torna muito mais dificil, senão impossível: como explicar a diferença ente a mente de um homem e de uma mulher, de um génio, de um poeta louco ou de um assassino.

Reparem que toda esta conversa começa na desconforto que alguns pensamentos que me afluem me provocam. Apenas isso. Não estou a ser pedante.

Esta é a natureza possível dos meus pensamentos, aqueles que a minha mente complexa engendra.

Serão tais pensamentos influenciados pela literatura, pela música, pela pintura, por todas sensações que estão além das minhas necessidade primárias físicas. Isto, sou estimulado por essas actividades mentais, do espírito.

Se tivesse que ser mineiro ou estivador teria menos pensamentos e a imaginação dos mesmos será igual. Já passei por fases da minha vida em que tive menos pensamentos que não prestavam? Ou  que tive menos pensamentos.

Já me ocorreu pedir ao National Geografic para fazer um programa sobre isso.

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05.09.12

Hoje andava aqui a fazer umas arrumações nas k7 que guardei (ainda as ouço na aparelhagem de 20 e tal anos - Sony), e deparo-me com a gravação que fiz da última edição do Som da Frente.
Ouvir António Sérgio a despedir-se dum programa que terá sido uns dos melhores divulgadores de música alternativa em Portugal.
Não me senti triste por o António Sérgio ter morrido: Todos temos de morrer um dia destes, mas pelo facto de começarem logo a surgir outras músicas que me levam a recordar coisas do passado.
A banda sonora da minha vida é o ponto balizador de acontecimentos. A referência.
De vez em quando afasto-me da música, mas volto sempre. Não sei se se poderá dizer que o criminoso volta sempre ao local do crime. ..
Imagino o António Sérgio de garrafa de cerveja na mão no Coliseu a curtir umas das bandas que ele passava.

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