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Até ao dia (por acaso ontem) em que, deixando de lado estas mariquices, revi o "Terror na Autoestrada". Ainda bem que o fiz. Robert Harmon construiu um filme de suspense no osso, sem desvios ou brincadeirinhas. São 90 minutos de tensão criada por uma montagem prodigiosa. Depois, a tal tensão é reforçada pela relação entre as duas personagens, entre o desgraçado que aceita dar boleia (C. Thomas Howell) e o Lúcifer que pede boleia (Rutger Hauer). Para situar os mais novos, diria que este assassino composto por Hauer faz lembrar o Joker de Heath Ledger ("O Cavaleiro das Trevas"). Não são bem homens de carne e osso, mas sim seres de outro mundo com quem é impossível dialogar. Tal como diz o mordomo Alfred, "some men just want to watch the world burn". Mas, apesar das semelhanças, a personagem de Hauer é superior ao Joker de Ledger. Enquanto "O Cavaleiro das Trevas" não resiste à treta sociológica sobre a origem do mal (há referências à maldade do pai de Joker), "Terror na Autoestrada" não explica o porquê do seu anjo da morte. O mal é inexplicável, é misterioso, e é este assombramento que dá o tom de clássico ao meu pequeno "Terror na Autoestrada". Aquele sábado de 1988 ou 1989 está salvo.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/terror-na-autoestrada=f738313#ixzz2DkasAOFB

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Quem tem um cantinho em casa para guardar umas ferramentas, uma garagem, uma arrecadação, e ter algum espaço para paletes, pode fazer imensas coisas. E depois, por vezes começamos com uma ideia e o material leva-nos numa completamente diferente. Ou o material que arranjamos para certas ideias transforma-se noutra materialização. Enfim, podemos pôr as letras em esquadria e transformá-las em paletes e podemos depois transformar as paletes no que queremos, ou no que necessitamos. 




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Ás vezes temos mesmo muita sorte. Voltei a ouvir uma banda que já não ouvia desde a adolescência, os Motorhead, Cabeça de motor, pois está claro, estes Americanos tem uma grande habilidade para nomes de grupos. Mas já diz logo alguma coisa, não vimos enganados. 
Mas no seu género tem pedal. São mesmo bons e hoje não me soam assim tão pesados (isto foi antes do trash e do death metal e doutras coisas) isto é rock on!
Naqueles tempos arranjavam-se umas garrafas de tinto, uma galinha ou um galo, ou um pato. O que fosse possível desviar da despensa de alguém e da adega já agora.
Depois havia quem se queixasse de que o comité central estava obstruído.
Bem e era Motorhead, Saxon, Iron Maiden, AC/DC, Whithesnake, Led Zepplin, Deep Purple, e por aí fora, nuns leitores de cassetes manhoso, às vezes mono, que passavamos as festas, os Natais e os Anos Novos. Não havia dinheiro para discotecas. Nessa altura as Pedras Negras e o Telheuiro atraiam gente de todo o distrito. 
Curti muito U2 de Under a Bloody Red Sky nessas pistas, e o Cocaine do Eric Clapton, e o Sledge Hammer dos Talking Heads.
Tive sorte porque um dos meus filmes de culto é o Mad Max. Filme série B, de parcos recursos, conseguiu recriar um mundo novo, apocalíptico (a minha tendência para o caos...), e de extrema violência. Eu até gosto um pouco dos bandidos, porque no final se percebe que o pior deles todos é o herói. Mas pronto, mataram-lhe a família, que havia o gajo de fazer?

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Exposição de Joan Miró na Tate Modern

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Mário de Ces
Canções tristes sobre coisas tristes, mas com um travo amargo vem mais qualquer coisa, para além de alguma angustia, alguma coisa de caloroso. Vidas difíceis, vidas proibidas, clandestinas. Pouco recomendáveis, mas inevitáveis, o que seria de tantos desgraçados?
Cesariny, que traduziu imensa poesia, imagino eu, e não só: pintor, poeta, sei lá que mais.
Em vida recusou a sua estátua no Parque dos Poetas em Oeiras (ele devia saber bem o que fazia, não precisava desses encómios mundanos.
Era um poeta, e o poeta só quer que acreditem nele. 
Acho que ele, como Jean Cocteau, fez aquela artimanha de desenrolar qualquer coisa em palavras e voltar a desorganizá-las e ficarem desenhos. 
Já outros pegam numa guitarra e com ela enfiam numas cordas os sons dos poetas e embalam-nos. Fazem crer que não estamos sozinhos. Que como há uma terra distante da Radio, também há dos músicos, ou eles é que fazem uma emissão. (ando para me lembrar há que tempos de um filme do Clint Eastwood, que ele realiza e interpreta, que faz de radialista. Não era como o António Sérgio, era duma coisa mais calma. Era um lado muito humano dele, que veio ao de cima no Imperdoável.) Mas se me vou pôr a falar do Clint Eastwood nunca mais daqui saiamos.


Woman be wise dizem eles a cantar (os outros da musica na capela).



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vibrações

29.11.12
O novo Clio (parcial)

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Consultório Dr. Fernandes, Viseu
O que não é possível pintar é o toque mágico que algumas pessoas têm e o sorriso aberto e luminoso.
Posso fazê-lo?
Bastas desenovelar as linhas dos desenhos e agrupá-las por palavras.
Resolvida a questão de pintar a dor de dentes, resta-me render-me a outra evidências desta capa mortal, os entas fazem mossas, mas tudo isso é um bocado inevitável e apenas a sensação de que as mãos que tratam tão depauperada parte do meu organismo são diferente. Quase não se sentem. Sinto frio é do bicabornato projectado. Isso sim.

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Não deve haver videos destas canções, mas não faz mal. O doniló é à borla e os blues são óptimos, eles são divertidos, e as letras hilarantes, nobody bizness if one day i go to church and the next i go to cabaret

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EXPERIMENTALIDADES: Arte nordestina brasileira naif

Mas são sempre as cores quentes dos trópicos (Gaugin) (não posso associar a tão deslumbrante paleta os cheiros). Desde que não sejam os dos homens sanguinários... apenas da terra e das pessoas. Mas são sempre estas cores assim que me enfeitiçam.

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Não me importo nada de fazer publicidade de borla desde que goste da marca ou do trabalho das pessoas. A Desigual tem t-shirts que são boas maneiras de andarmos pintados.



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