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O meu sonho em fotografia é encontrar um cogumelo vermelho como este, ou outro qualquer.... mas que seja vermelho. Pronto!

http://imagens-de-fundo.blogspot.com/2011/08/imagem-de-fundo-cogumelos-vermelhos.html

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Giovanni Boldini, apanhada em http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/nao-vai-nao/10596/
Sim há. Se for feito em lenha e não com lume a gás. Se a menta for mesmo acabada de apanhar. Uma boa música e uma boa companhia.
Com a devida vénia de http://marrocos.wordpress.com/2007/01/06/cha-em-marrocos/





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Dantes gostava muito duma brincadeira que consistia em perguntar a mim próprio: quem sois? Eu próprio me encarregava de responder, três vezes (três é o número fetiche de Rama (1), sois Rei, sois Rei, sois rei.
Lembrei-me a propósito das minhas ideias de encenar coisas. Encenar a cerimonia do chá no Oriente ou em Marrocos. Um bule à maneira, com motivos orientais, como convém. Qualquer dia ando a beber chá por canecas tradicionais Marroquinas. De hortelã ou hortelã pimenta e verde, não sei se produzido por eles, imagino que sim. E com um turbante enquanto tento recriar partes de mim, que não podem ir a Marraquexe. 
Mas o bule morreu e havia cá uma cântara, que também pode ficar a manter-se quente na chapa. Rei morto rei posto e nada de chorar sobre a cerâmica derramada. 
O meu gosto pela pintura faz-me ter vontade de pintar. De ter um canto da minha sala transformado nisso. Com cavalete e tudo. Encher a minhas paredes de reproduções a meu gosto, esborratadas por mim. A menta que cá tenho é ácida, devia ter posto cidreira para esta noite de sossego. 
Mas como sou tão ignorante sobre isso. Sobra-me a fruição, o dar por bem empregue um momento da noite, dos meus tempos livres. Criar coisas. Andar entusiasmado com passatempos.
Aquela reprodução do Kandinsky já tinha tudo preparado: pincéis  tela e tintas. Tudo barato, tudo muito made in china (se trazemos de lá chás tão bons também temos que levar com o resto, eu não me meto nisso, é assunto complicado, relações internacionais e o raio...).
Não começou assim, começou com outras pinturas que desembocaram no caos das cores irrepetíveis, em molduras que vão ser espelhos (da alma, não da cara, que essa basta-lhe um hidratante e muitas gargalhadas para andar bem).
Nada parecido com o American Psycho.
Estava mortinho para pendurar aquelas obras primas (para mim são, pela determinação de imaginar coisas e as conseguir realizar, fazer, sentir, com as minhas próprias mãos. Esta casa vai ser kitada com abstracionismos e outros devaneios pictóricos), mas ainda não secaram e fiquei com as mãos todas pintadas com a confiança que agarrei nas tintas. Lá estão na estufa. Se calhar vou dar-lhe uma camada de geada... param ficarem com o efeito geada, ou atiro-lhes com areia. Tudo é permitido.
As formas e as cores dão-me muito gozo. 
Ainda assim, só ontem reparei que em três quadros há círculos, não perfeitos como o do rondar de uma ave de rapina, mas erráticos. com cores quentes e tons pouco definidos. Rendez-vous com Rama volta inconscientemente de volta, materializando livros, arquitecturas de livros. O labirinto da mansão espacial da família Tessier-Ashpool (2) materializado em cores fortes, contrastes de almofadas de portas, escadas multicolores, divisões pequenas, labirinto de construção e reconstrução, de decorações que se miscigenam. Conversas sobre Agostinho da Silva com bolo de bolacha. Chás. Verde com cravinho. 
Passear a sério é ir a algum lado e trazer de lá recordações boas, é tentar captar o ambiente, a disposição das pessoas, a maneira como se cumprimentam num sábado de manhã, o cão preto que se aproximava quando me abaixava para lhe tirar uma fotografia. As recordações das pessoas, dos anos que levam nisto, de viver, e eu que  nunca tive a feliz ideia de ir àquela terra antes. Todos temos um monte de Saint Michel, mas o deles é a abertura da cena para o teatro das portas ombreadas por azuis e amarelos torrados, por   plantas que trepam e dão a volta a janelas, as fontes e as raízes nos candeeiros soprados por Limão Verde. 
E aqueles itinerários que dão nervos (só descanso quando vir a placa!) Mas as placas a indicarem as saídas das auto-estradas estão sem reflexo. Mal se topam sem os máximos. Mas as dos preços estão reluzentes. Estranha ironia, que havia de combater se pudesse. 
É outro dos meus sonhos, processar o estado em tudo o que não é justo. Obrigá-los a colocar a sinalização como deve ser. A não cobrarem esgotos e e lixo a quem não gasta água. 


(1) Rendez-vous com Rama, Arthur C. Clarke
(2) Neuromancer, William Gibson

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Nunca fui ao Bar Puro quando ele foi do D... e da I....
Lamento muito tal falta, agora e tardiamente, porque acho que quem ficou a perder fui mesmo eu. Nem sequer me posso queixar de achar que não seria boa ideia. O D. era a pessoa ideal para o inventar. Digo bem inventar. Num Bar, se ele for nosso, temos que lá pôr algo de nós para além da nossa presença. Um ar, uma identidade.
O Bar Puro que conheci lembrou-me aqueles velhos salões de ópera abandonados. Apesar de não conhecermos o fulgor inicial, intuímos a magnificência.

Com alguns artifícios fotográficos porque o que se comemorava era uma boa data. E amigos de amigos são nossos amigos, sobretudo se falam de Agostinho da Silva e de agricultura. Tem todos um aspecto muito saudável, de resto.
Este Bar Puro que conheci trouxe-me de certeza tanta felicidade como o outro. Os condimentos reuniram-se na proporção certa. Por isso não lamento tanto não ter ido lá quando era ainda mais puro
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Mutações

25.11.12
Candieiro artesanal - Bar Puro - Sardoal






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Encontrei no Sardoal um dos mais bonitos bares restaurantes que já vi. Chama-se 4 Talhas. Conheço um dos fundadores e conheço igualmente o actual responsável. A comida que lá comi, uns petiscos, souberam-me muito bem e aquele doce de côco com compota de ameixa é divinal.


Tenho que lhes dar os parabéns pelo espaço e pela simpatia. Os candeeiros  feitos por um artesão local, também decoram outro espaço no Sardoal. São magníficos. E tem sempre exposições de pintura ou fotografia. (podem ver em https://www.facebook.com/azul.limao.3?fref=ts)


E estes arcos são também notáveis.


Mas as talhas enchem-me as medidas.


Nesta esplanada fui acabar depois da minha recuperação motora que começou precisamente nesta localidade. Passeio nocturno de reconhecimento e fisioterapia. Mas a terceira parte foi melhor, aqui sentado numa quente noite de Julho, com uma brisa a acaricar-nos a cara e a conversa solta, como são todas as conversas a esta hora da noite.
Como diria o anfitrião: fantástico pá!

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Medroso eu?

23.11.12
O Óscar, tal como previ, veio hoje pedir-me asilo depois de ter sido perseguido por uma matilha dos Swatt dos cães vadios. Chamei-o para ele voltar ao seu espaço no quintal, mas o gajo veio agachar-se ao pé de mim. Mandei-o severamente embora fazendo-lhe ver o perigo dos seus raides nocturnos. Já é a segunda vez que tal sucede. E o cão parece mesmo aterrorizado. O que agrava os meus temores sobre a falta de policiamento canino que por aqui há. É quase pior que o gamanso organizado de  metais não preciosos (mas isto é uma preciosidade). Uma habilidade. Um atalho. Tive pena dele e fui lá chamá-lo para vir aqui um pouco até à sala. Para lamber as feridas. Mas está no barracão alapado. E não quer sair de lá.
O meu grande temor nesta falta de ferocidade é de que, como ele é um pouco como o dono, eu ser assim. Ultimamente não tenho sido perseguido por nenhuma matilha de ferozes oponentes. Mas também não faz o estilo do cão. São coisas que acontecem.

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O Sardoal é uma terra linda. Mas mesmo que fosse menos bonita iria lá sempre com satisfação. A maneira como fui recebido e a amizade do D... seriam por si motivos suficientes para uma deslocação. Ainda por cima para festejar o aniversário. Estar com os amigos é sempre bom e quem tem amigos como estes sabe do que falo. Não são necessárias grandes palavras. 

E por estas ruas iniciei em Julho a minha recuperação motora. Foi uma fisioterapia e pêras (fonte das tês bicas para descansar...mas não vale a pena perguntar ao L... onde fica.



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