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Já o disse muitas vezes, mas é apenas porque é uma frase bombástica, por assim dizer, que tenciona provocar algum impacto. Do tipo o gajo tem pensamentos profundos. 


Mas estamos agarrados a rotinas. Tempos houve em que sentia a obrigação de me divertir uma enormidade. Não raras vezes fiquei bastante triste com as expectativas.
Desde que me libertei disso não foram muito melhores, apenas não tenho sentido qualquer angustia por não me ter divertido uma enormidade.

Espero divertir-me este ano, mas isso é apenas uma diversão que pode acontecer ou não. Se ficar em casa fico muito bem e nem me chateia nada não andar por aí a desbundar.

De resto para o próximo ano desejo conseguir passá-lo como passei este, mas sem os aborrecimentos.

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O Louis Ferdinand Céline não era suposto ser para aqui chamado, a não ser que a sua existência quase miserável (miserável nos afectos definitivamente), se dê bem com móveis feitos de paletes usadas ou de caixotes de madeira da frutas (que a UE erradicou tal prática,  naquela ânsia higienista... agora como vamos fazer essas avarias e outras?)
Bom, ele tem um livro que nunca li porque é da fase mais politica (eu ia dizer parva, mas não quero ofender o homem, que também teve umas quantas chatices na vida).  Bagatelas para um massacre.
Ganhou uma pequena fortuna na Rússia com a  Viagem ao fim da noite, mas  o rublo não era conversível e então foi à incipiente URSS gastar o dinheiro. Foi bem recebido, mas chegou a França e escreveu um livro sobre  aquela estadia a desancar os Russos. Aliás ele passava a vida a desancar, em Judeus e assim. O fim da vida dele foi  no exílio na Dinamarca  por colaboracionismo com os Nazis. 
Mas como escritor isso não lhe tira a genialidade.  Os primeiros livros do  Lobo Antunes tem muito dele...



Há coisas que nos propomos fazer e que idealizamos ficarem melhor do que ficam. Paciência. 
Falta mesmo aqui alguma coisa. As três paletes dão para rodar e fazer várias combinações, até de inscrições. Com europalete e sem europalete. As fotos nem sempre captam o verdadeiro aspecto ao vivo (isto é mais uma desculpa). Mas ainda não está comme il faut. Comprei uma tinta tangerina a ver se lhe dou a tal volta...)



Este é mais à la minute, tudo isso pode estar sempre em trânsito de novas coisas e quando ela me começarem a sobrar vou vendê-las no OLX (Ah! Ah!)

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A minha sede não se esgota em móveis, quadros ou engenhocas decorativas. Já começo a ter saudades de escrever. Tenho-me desleixado. Isto é, devia tirar algum tempo dessas avarias para estas avarias. Já não digo o mesmo de outros assuntos da vida pessoal de cada um. Em férias há mais tempo para estar-mos com os nossos. 

Tenho consciência que ergui uma barreira de coral contra muitas coisas desagradáveis que se passam na nossa sociedade. Não é que diariamente ter consciência delas me faça resolver os problemas concretos das pessoas. Faço-o claro o melhor que posso na minha profissão. Mas trazer esses e muitos outros para a vida pessoal só me atormenta a mim e não ajuda os outros. Mas vejo esses problemas, a solidão, o desenraizamento das pessoas, a mobilidade. Vejo isso em colegas, em estranhos. E sou impotente para ajudar essas pessoas.

De qualquer modo não sou insensível à solidão que grassa nas pessoas nos tempos que correm. Sei do que falo, de algum modo andei sempre "no meu pequeno mundo", a fazer inúmeras coisas. Coisas que me vou propondo fazer por necessidade. A casa de madeira do Óscar, foi feita a partir de um arcaz que guardava milho e feijão e era desinfectado com enxofre a arder lá dentro uma vez por ano. Foi envernizada da mesma cor da casa, para durar mais tempo. Cercas para o cão? a partir de velhas portas  de casas antigas de familiares que foram reconstruídas. Horas com uma rebarbadora nas mão a polir aquilo. E depois tratar com aquele produto esverdeado ou acastanhado. Muitas coisas fui tendo que fazer, até o chuveiro e base mudei. Tendo alguma ferramenta e gosto, as coisas aparecem. Nem sempre sei o resultado final, não raras vezes sou surpreendido...

Mas admito que me dão prazer. Ás vezes tanto que até me sinto um pouco estonteado com aquela pressa em fazer as coisas. Em as acabar o suficiente para as colocar e ver tudo o resto que vai acontecer com aquela peça nova. E ando para ali, transido de frio, todo coberto de uma fina camada de poeira da acção de lixar. Voltei até às lojas de especialidade. A ver máquinas e coisas dessas. Como diria o D...: fantástico pá!


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Garanto-vos que escrever um texto para o pancadaria dá bem menos trabalho 
do que fazer estes trabalhos manuais.


 Mas sinto-me feliz particularmente com esta de baixo. Aceitam-se encomendas.










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Isto era uma frase a promover uma revisteca de anedotas com figuras. Algumas bem brejeiras. Daquelas coisas que se não nos entediarem de morte, não fazem bem nem mal. E o bang bang refere-se às celebres revistas de Cowboys (imagino que o Billy the kid fosse uma delas).

Que até acabavam em utilíssima prestação servindo as suas folhas de papel higiénico (foi daqui que a Renova deve ter ido buscar a ideia do papel higiénico preto...). Enfim, coisas de um Portugal atrasado no tempo. 



Acreditem que o estádio de civilização dum povo tem a ver com a higiene.

Pego na contradição para apresentar algumas coisas que tem preenchido o meu tempo. De modo febril, devo dizer. Interdependente da apreciação estética de cada um e dos gostos, esta é a minha arte. Na impossibilidade de me rodear de peças artísticas a gosto, o melhor mesmo é fazê-las. Mas já tinha saudades de escrevinhar umas coisas.

De alguma forma os hábitos mudarem. Posso dispor de algum tempo livre que posso dedicar  a isto (nunca mais fui ter o prazer de correr...)

Pronto, também não é preciso levarem a mal por me considerar um artista. Um modesto. Almejo apenas a minha própria satisfação. A libertação de energias criativas. Fica-me bem dizer isto.


Sempre é melhor do que matar alguém ou pior (o Joe Cocker dixit).

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Certa vez o Marco Santos do Bitaites manifestava a sua admiração por João Cutileiro ter declarado que podia viver sem música.
Partilhei desse espanto. Até hoje.
Salvas as devidas proporções a verdade é que quando ando a fazer os meus trabalhos manuais não me apetece de todo ouvir música.

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Os dias correm cheios de urgências e de toda a espécie de sobressaltos. Festas  felizes e outros desejos (uns mais desenfreados que outros)  sucedem-se, mas toda a magia do natal perdi-a algures entre a pobreza da infância e a voracidade dos tempos actuais. Tenho pena, mas não posso iludir-me....

Mas pronto para não dizerem que sou insensível fiz esta coisinha. Singela e imperfeita. Boas Festas a todos desejo a todos, seja o que for que isso signifique para vocês.



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Aqui há uns tempos li algures que toda a música independente das últimas décadas foi beber alguma coisa ao punk. Retive esta ideia e estou de acordo com ela. Gostaria até de ser capaz de explanar ideias e dar árvores cronológicas, mas sou apenas um tipo que gosta de rock n' roll alternativo, mas que está muito longe de ter conhecimentos enciclopédicos sobre o assunto, como jornalistas do meio ou musicólogos. 
Eu infelizmente acho a ideia fabulosa, mas não tenho muito por onde me estender. Até porque não negando a importância do punk, não sou ouvinte assíduo. Mas a atitude filosófica de romper com todo aquele barroquismo da música é mais do que a música em si o elemento fracturante do movimento. O seu estandarte. Daí que em atitude os músicos fora do mainstream sejam iguais, rompam com o comercial, com o que se ouve  e vão em busca de outros sons, outros ambientes.
A espaços, na minha juventude, fui lendo o Blitz e ouvindo Som da Frente e outros programas que havia, a Ilha dos Encantos, o Intima Fracção. A saudosa XFM, que só ouvia quando ia ao Porto.
Já dissecar sons, distorsões, famílias de sons, árvores genealógicas do metal e suas derivações, da música electrónica, não é para mim. Não preciso dessa informação. Preciso de ir ouvindo, descobrindo, fruindo.
Mais uma vez há aqui muitos gajos inteligentes e espertos e bom ouvido que vão decidindo o que ouvimos em entediantes playlist obrigatórias.


Claro que Lou Reed e John Cale e Nico já tinham muita atitude há bem mais tempo...

Só não me revolto a sério porque a esta hora não dá jeito. Os vizinhos precisam de paz. Estão a dormir. E além disso, eu tenho um período fixo para essa atitude. Nunca depois do almoço que pode perturbar a digestão. E a esta hora não definitivamente.

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O navio escola Sagres devia é um orgulho para um país. Li algumas das crónicas da última viagem de circunavegaçao daquele navio que para além de ser um navio de formação prática do pessoal da armada, também é um embaixador ambulante. Tais crónicas permitiram-me pela sua precisão e detalhe perceber como é a vida a bordo (enjoo à parte...). Apenas um extracto do diário de bordo do comandante. Para além dos deveres de comandante conseguiu ir dando conta com esse detalhe da viagem. Pelo navio, e por aquilo que representa num passado de aventura e descoberta deste povo (até porque teve o povo a levar com o escorbuto e tudo o resto...).


http://www.rtp.pt/icmblogs/rtp/sagres/?tag=2015

Navio escola Sagres

29NOV2010 - 314º Dia - Navegando no Mar Vermelho!

Os relatos de ataques consumados e tentativas falhadas chegavam aos quatro e cinco por dia. A maioria no Índico, na zona de acesso ao Golfo de Aden. As melhores condições meteorológicas que se fazem sentir com o final da monção de sudoeste permitem aos piratas alargar a sua área de acção para fora do muito vigiado Golfo de Aden. Os navios mais lentos e com a borda mais baixa são os mais vulneráveis, precisamente o nosso caso. Navegámos a motor e velas fazendo a máxima velocidade possível e reforçámos a vigilância. Uma primeira reacção rápida e enérgica da equipa de segurança poderá ser desmotivadora dos que se tentassem aproximar com más intenções, mostrando-lhes que somos um navio militar preparado para lhes dificultar a tarefa. Por outro lado forçávamos o afastamento de qualquer contacto radar e evitávamos aproximar das posições correspondentes aos ataques reportados. E assim chegámos, sem qualquer susto à entrada do corredor recomendado para a travessia do Golfo de Aden, com a Somália a sul e o Iémen a norte.

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