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As grandes ilusões nunca dão bons resultados, sejam as colectivas, sejam as individuais, até lhe podemos por alguma adrenalina de perigo, que aliás nada convém aos propósitos pacíficos de algumas dessas grandes ilusões.

Mas há grandes ilusões pessoais que perduram. Ia a dizer que nos perseguem, mas não, são como a nossa sombra, andam sempre por aí

Os meus demónios, quando fico sozinho, não me tem respeito nenhum, saltam cá para fora, pavoneiam-se pela casa, dão saltos, e é inútil chamá-los à razão.
 Quem pensam vocês que faz este blogue?

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Gosto de pensar que não sou um ser humano tão vil, egoísta e ignóbil quanto às vezes penso que sou (e outras vezes tentam que me sinta). Mas não adiantam nada estes julgamentos. Um limbo, um torpor apodera-se de mim e vejo-as distantes, como num sonho, não faz sentido ser.
Eu queria mesmo deixar de me preocupar com este assunto, queria que ele não se pavoneasse por aí a fazer-me ver o meu falhanço, e o do tempo a jogar contra mim, e eu a fazer o que posso. E os juízes sociais a comprazerem-se e eu a restituir o preço alto das montras partidas.
Porra! Daqui vamos para onde?

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e ainda tu

28.04.13
Esta dúvida permanente, ausência do que desconheço, é difícil chegar a algo. O desejo, a aspiração materializar-se. Como se faz, a sorte, e a sorte, ou é não ter jeito, ser como nos filmes. É preciso procurar afincadamente?
Dark Sky at Wigan - Teodor Major

E lembro-me de ti quando canta a Shirley Manson, não sei porquê.

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Billy Corgan  usa t-shir oficial do álbum
É esta solidão que me atormenta. Que me rói. Que me rende pensamentos e desvarios. Dúvidas que nem as Maias na manhã fresca e ventosa dissipam. Tratar dos assuntos de bicicleta. Tudo isso para um sossego (ou será vazio?) nocturno. 

Podes saber o que queres?


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Um dos meus sonhos é pegar numa casa destas e reconstruí-la eu próprio, quando muito com ajuda de amigos.
Com materiais reciclados, aproveitados.
Com madeiras e cal, um sitio para uma fogueira aquecer água e cozinhar.
E com água potável por perto.
Um rádio de ondas curtas e caneta e papel. E luz de camping gaz, pronto. 
E sentir essa desalavancagem do mundo moderno, da tecnologia (o rock n' roll faz-me falta,ainda assim), do conforto da água corrente, do ciclo natural de vida que é levantar ao nascer do sol e ir descansar depois de anoitecer um pouco. 
Tudo isso como último refúgio, como sitio para me livrar das neuras e de tudo o resto que não bate ainda certo, e que se calhar nunca baterá, porque as coisas nunca são como queremos que elas sejam.

Mas sei reconstruir a casa e se me der a esse trabalho isso pode acontecer.

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Há muito tempo li Fiesta, de Ernest Hemingway e O Americano Tranquilo. A fase final da guerra na Indochina para os Franceses e o começo da ingerência Americana. 
Lá move-se um repórter Inglês que se mantém neutral até um dia ter que tomar partido. 
Gostei imenso do livro e gosto do Graham Greene.

Agora gostei mais dumas passagens que li pela enésima vez. E o que mais me solidarizou hoje com o narrador foram as preocupações da sua idade. Agora entendo-as como nunca. Aquele livro formou algo dentro de mim, mudou qualquer coisa e continua a dar-me novos cambiantes, que lá estavam, mas faltava-me a maturidade para os perceber com maior acutilância. Uma acutilância nos confins da Ásia, onde as pessoas agem de outra maneira.


Quem vai transmitir aos vindouros os conhecimentos da terra, se os novos não aprendem e os velhos se irão embora?




A infância e a juventude hoje estão um pouco arredadas do trabalho árduo e de responsabilidades precoces. Isso não os preparou para vida. Sabem de filosofia e história e não sabem atender um telefone, como eu há muitos anos. Não sabia porque não fui preparado para isso. Tive que aprender à custa do erro e fazer sempre o melhor possível. As dificuldades nunca são bem vindas, mas espevitam-nos para mudar-mos de hábitos.

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Vou-me sentar ao pé do cão. Ponho lá antes uma almofada de um antigo sofá. Olho para o cão e penso no que é que um cão pensa, para além de fazer planos para o futuro, como afirma o João. 

E invento uma espreguiçadeira de duas paletes e em vez de dormir vou buscar música, e ali fico um pouco a ouvir. Mas são horas dos preparativos para o passeio. Olympus, uma banana e água na mochila. E uns trocados na algibeira camuflada.

Gosto dos pasteis de nata e gosto de quem mos serve. 


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Sentir que não bate certo
que estou a ser burlado
mas continuar a tratar o
burlão como se nada suspeita-se 
a estender-lhe o tapete
a ver até onde vão e que novos argumentos
surgem ainda
o engenheiro naval gostou da mesa

hoje esta canção já se cruzou comigo 4 vezes sem querer, na minha selecção e na Got Radio.


Despite all my rage 
I'm still just a rat in a cage



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às mortais que tornei ideais


You look so fine 
I want to break your heart 
And give you mine 
You're taking me over


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Os fogachos
as fantasias fantasiosas
pedi muito
pedi o que queria pedir
achei simples
achei possível,
amanhã ainda acho
há sempre mais um dia
mesmo que seja do mesmo

do mesmo ou pior
as blagues deste blogue
já não são suficientes
falta força para tirar
as teias de aranha

sobressaltos fora da área
infundadas esperanças
e esboroa-se a trégua
e custa-me tudo isto
não estou a fingir


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