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Afazeres mesmo afazeres. 100 km de bike com almoço em Viseu. Desde as 8 até ás 18h00 a pedalar. 
E o cartão com as fotos incompatibilizou-se com o PC e não há fotos nem inspiração. Pode ser que a Fraga da Pena me traga. Tempo para ter inspiração é que não. 
Tempo para prazeres simples.


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Lamento, tinha um post todo catita pronto e algo correu mal e esfumou-se na nuvem. Não vale a pena chorar.

Será que cheguei à idade de gostar de jazz? Era o título.


Mas estou um pouco aborrecido. Até tecia uma loas ao jazz que estou a ouvir. 

É tarde e não tenho energia para refazer o assunto derivado da questão agora. Um dia destes. E deixo o Judas Fawley em paz. E até me vou deixar a mim em paz por hoje.

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Demorou o primeiro mergulho no Mondego. Vem com 3 meses de atraso. O do ano passado ocorreu em 23 de Março e foi revigorante. Além disso naquele dia as circunstâncias até deram para fazer a coisa mais natural possível. Tomei banho completamente nu. 

Para mim isso significa a abertura da época balnear e mais um divertimento no meio da bike, dar um mergulho por aí num dos sítios onde se vai parar. Há sítios onde se vai parar mais vezes que outros, agora a beira do Mondego vai ser palco de passeios ao fim do dia, pelas ditas razões. 

É é fixe fazer um arremedo de Yoga num penedo no meio do rio. Ainda que sempre com o tempo contado. Não foi um esforço desportivo. Foi um passeio. Para descontrair do trabalho fora de horas e aproveitar a natureza que há aqui por perto. 

Sinto-me um privilegiado por ter oportunidade de poder escapar durante uma hora ou duas durante a semana. Desanuviar o espírito. Observar a natureza que parece harmoniosa. E andar de tronco nú no meio da floresta.

Lembrei-me hoje que o ano passado tive um esbardalhanço com um bike antiga que aí tinha. Num dia de trovoada. Saí com o cão, destemido, pois o céu prenunciava borrasca. Andei 2 km e cai um temporal ia eu no cemitério de S. João de Areias. Acoitei-me da tempestade num parque ali perto. Mas estava em pulgas. Queria mexer-me, pôr os pés na bike  e andar.


Amainou o tempo e saí. Mal tinha dado os primeiro passos, vou na esgalha numa descida e o cão a descer a igual velocidade por uma encosta. Esbardalhei-me, o cão ficou foi pouco fixe com uns berros que lhe mandei com a adrenalina daquilo, que só apareceu à  noite. Eu fiquei poliraspado com aquilo tudo e andei a penar durante 2 semanas com as esfoladelas.

Trovoadas. Num dia assim o Henry Miller esbardalhou-se duma clarabóia, em Paris. E ele sabia o segredo daquela noite. Afirma que estava previsto no mapa astral assim um acontecimento. No meu não estava, não ligo pevas a isso. 

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Fazes-me falta sem me fazer. O jet lag duma noitada assim faz-se sentir, mas vamos estoicamente aguentando. Nestas broncas até me aguento mais ou menos, não fossem os olhos denunciarem-me.

De vez em quando do nada e com uma conjugação de várias sinergias. E que melhor sinergia do que ir a uma sardinhada a casa dum amigo, que nos recebe  bem e fica feliz por isso.
As teias dos afectos nem sempre são complicadas, sobretudo entre homens. 

Claro que serem simples com as  senhoras não tinha piada nenhuma, se bem que haja gente que exagera bastante, de ambos os sexos, de qualquer forma.

Está uma noite quente e uma lua gorda e passou-me o jet lag, ficava aqui  até de madrugada, com a fome que ando de escrever umas quantas patacoadas.  E o jazz e a ressaca emocional  fazem mossa. É necessário regressar da terra da fábrica do Chocolate, e eu não me chamo Charlie.(1)

O truque é ir à hora normal para cama, se fosse para aí dormir depois de sair do trabalho ficava logo mal disposto, assim só fico amanhã. 
Está tudo controlado. De vez em quando temos que saber com o está o nosso espírito aventureiro. 
E dos limites para os desregramento. 
Para alguns foi à Rimbaud. 

Para os outros talvez seja da lua gorda e do espírito aventureiro. O prazer está fora da nossa zona de conforto. Às vezes está mesmo.

Acho que se esmiuçar-mos o tema far-se-ão comparações com rito antigos e pagãos que adoravam o Sol. O solstício, meus senhores, tem que se diga. Há uma onda de energia a sair não sei de onde, por isso continuo nesta de sport men. Sem muito tempo para andar aí alapado em sornas de escritor. 

(1) Filme de Tim Burton, Charlie and Chocolate Factory.

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Estas noites de calor são magníficas. Devia ser quase sempre assim. Não admira portanto que uma série de enfiada de festas populares de santos decorram.



Fui pela segunda vez às Cavalhadas de Vildemoinhos, Viseu. Da primeira vez que lá fui escapou-me um pormenor delicioso. 

as pessoas abrem as lojas/adegas...
A malta do sitio abanca nas ruelas adjacentes ao centro das festas. Quem tem varanda usa-a para isso. As ruas estão decoradas de forma simples e as pessoas e o divertimento são simples.

Gosto de ver a malta contente. Se festejar assim, a saltar a fogueira do rosmaninho, a dançar música pimba, a queimar o pinheiro e a fazer tudo mais o que as pessoas fazem nestas noitadas.

E acho que muita gente que lá anda pensará como eu. Se estamos a fim de nos divertirmos com o divertimento dos outros isso é bom. 


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Cromeleque de Almondres - Évora
Estava eu sossegadinho a tomar um café quando na TV passa uma reportagem sobre um bando de malta que foi ver o nascer do sol ao cromeleque de Almondres, em Évora.
Imaginei a felicidade que seria poder dizer: eu estive lá! 
Porque gostava mesmo de ter estado, acho que aguentava os 100 km de bike que ontem consegui fazer de novo ver o nascer do sol. 
Mas isto tudo está relacionado: sinto uma estranha energia, vinda do calor. Sou um lagarto com as baterias a transpirar energia  .
Aliás, acho que foram estas energias e alguma conjugação dos astros que me fizeram esbardalhar (andava com vontade de irritar o corrector ortográfico) contra uns eucaliptos. Eu gosto da natureza, mas não era preciso tanto.

pormenor de escultura alusiva ao ACERT - Tondela
Ainda assim, só quando subir ao Caramulo pelas
eólicas de Mortágua é que me vou sentir com o dever/prazer cumprido. 
Por isso me levantei cheio de sono e lá fui, a pensar que não ia fazer grande treino nem nada. E   por vezes é apenas não decepcionar o meu compincha de bike. Sei que quando eu não apareço ele fica pior que estragado. E a verdade é que quando me insulta por isso tem razão. Calo-me.


 Deixo-o insultar-me à vontade.
 Há alturas de que não sei de onde me nascem as energias e prossigo, com prazer por vezes, outras com sacrifício. 

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Nº indeterminado de abelhas esvoaçam e pousam nas flores de tília para colherem o néctar para produzirem um extraordinário produto da natureza. Referido na história em muito remoto passado: alguém na Bíblia se alimentou de mel silvestre e de gafanhotos. Por mim fico por ali um bocado todos os dias a ver aquele movimento e a admirar a beleza das flores de tília e ouvir aquele zumbido constante. Enquanto dura a floração da Tileira...

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17.06.13
Espigueiro em Póvoa Dura - Foto de David Lobo
Tenho um amigo que um destes dias me disse, já a noite ia alta, que devia ir a uma reunião de pessoas, vou chamar-lhe psíquicas.

Foto de David Lobo
nestas alturas, a tecnologia prega-me uma partida, não consigo colocar o texto em justificado, e por isso começo de imediato a pensar que isto é uma tentativa de distracção, para me colocar no meu sitio astral

O Henry Miller caiu um dia duma clarabóia abaixo, em Paris, num dia desses, naqueles em que sentia que tudo podia fazer e que tudo vai correr bem (até há dias assim, muitos dias), e ficou bastante traumatizado dessa queda. E ele como era aficionado dos astros explicou bem isso nos cruzamentos dos astros e das influências duns nos outros. 

Não vale a pena, recusa-se como o HAL 9000 a justificar o texto. Isso irrita-me o suficiente para me conseguir arrancar daquelas conversas... ainda é muito cedo para temas daqueles. 

Grandes momentos da minha vida passaram-se a essas horas. Gosto da noite, já a apreciei ao longo da vida de várias maneiras, e não pertence só aos amantes, como canta Patti Smith, pertence a todos os que a amam incondicionalmente. A noite e a Madrugada.

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Esta Primavera Inverno, chuva e frio quanto baste, o puto foi jantar fora, vem tarde. 

Escrever cartas a amigos chegados...

O ar é daquelas reuniões família em que os mais restritos ficam para o fim da festa e na ressaca da alegria se fazem confidências que apenas se fazem em especiais momentos da vida. 

A chuva por si só não explica tudo. Mas quando chove posso fazer coisas como organizar as minhas fotos e voltar a ser feliz, porque a recordação de um momento feliz é uma nova felicidade. 

São lapsos de tempo carregado com uma poeira de isolamento propicia à escrita, ao recolhimento dum candeeiro led e dumas colunas pretas duma rádio estrangeira. 

E nada está sempre no sitio. Às vezes parece que está, mas logo após não está.

Há decisões fáceis no amor? Ou são os sentimentos galopantes da química que ditam leis seja qual for o teu ranking?

Se isto fosse uma pergunta fácil não a fazia. Basta olhar para os que se debruçaram sobre o tema e dificilmente, mesmo que fossemos capazes de compilar essa informação toda, teríamos a resposta. 

Ou então são essas indecifráveis coincidências, borboletas de azar ou de felicidade, em teias misteriosas, tecendo o nosso destino e nós fantoches, experiências maradas de predestinação.


A resposta seria a mesma que o HAL 9000 (1) nos daria com a sua voz maviosa.


Mas numa senciência como a minha nunca de sabe... a fronteira com a hipocondria é uma atenuante? 

Às vezes até tenho um certo receio de parecer pretensioso.  E ansioso.


(1) Supercomputador do filme 2001- Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick

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Alguns locais apelidados de rústicos foram reaproveitados, mas fica tudo como novo, é bonito,  estamos confortáveis. 

São bons para passarmos umas férias ou uns dias.
Mas a verdadeira rusticidade para mim é esta. A casa foi com o tempo sendo invadida pela natureza, a argamassa esboroa-se, o telhado perdeu a sua cor original. 

Dá vontade de restaurar uma casa destas. Se fosse noutro sitio que já identifiquei teria encontrado a combinação perfeita para um sonho, um refugio. Uma cabana na natureza para passar algum tempo, primeiro a pô-la habitável com materiais reciclados, depois para fruir sei lá ler um bom livro tendo como som ambiente o rumorejar das folhas dos carvalhos e dos sobreiros.

Suponho que terá sido uma casa de apoio aos que trabalhavam na linha do Dão, pois fica fronteira à estação de Farminhão, Viseu. As estações de comboio tem verdadeiras obras de arte, seja em relógios, seja azulejos, seja em jardins. 
Esta pela sua simplicidade e pequenez comparada com construções semelhantes na linha da Beira Alta, torna-se poética. 

São sentimentos desse género que provoca. E não destoa em todo este arvoredo que vamos engolindo com os olhos.

E isto não tem nada a ver com atravessar o túnel de óculos escuros, a desafiar a zona de conforto, mas não foi de propósito, experimentem atravessar um túnel sem luz de bicla... devem olhar apenas para a luz ao fundo do túnel, é esse o único ponto de segurança, parece que rolamos no vazio




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