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Por vezes tenho a sensação de que tiro de mim próprio para certas coisas demasiado tempo, em prejuízo de descanso. Gosto da noite para certas actividades, sobretudo algumas porque não as posso fazer de dia. 

Mas são muitas as coisas que requerem a minha atenção. 

E eu invento outras. Maioritariamente desse descanso é prejudicado por actividades de lazer. Hobbies e tarefas que depois de feitas acabo por pensar que não ganhei muito com aquilo.Estive a pôr uma rega gota-a-gota numas paletes velhas que transformei em floreiras. E então aproveitando uns apetrechos que aí tinha duma coisa antiga lá consegui fazer aquilo.

Mas na hora de afinar os gotejadores havia lá um que jorrava água. Como não tinha mais nenhum para aquele tubinho lá tive que improvisar com um maior que aí tenho e que não sei se me vai permitir  fazer alguma coisa dele. 

Isto demorou-me mais que o previsto e aquilo está num sitio fácil de regar, com regador ou à mangueira. Mas foi acrescentar algo à brincadeira. Eu gosto de fazer estas coisas e não resisto. Gosto andar por aí a bricolar.

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Gasto imenso tempo a transformar coisas. A recombinar, não o ADN da madeira, mas o aspecto exterior de certas coisas e escrevo rodeado disso mesmo. 


Parece quase uma sala de troféus. Arte barata com a condição do resultado ser quanto baste para passar no exame subjectivo dos meus sentidos.


Sou um pouco obcecado por certas coisas. Limpeza. Arrumação (ainda bem que não conhecem o barracão porque aí reina um caos que não é possível combater, a não ser que vivesse para isso e tivesse tempo para manter tudo organizado).
Estou sempre nisso, de vez em quando tudo o que vejo é arrumado (as meias sem par são uma excepção). 

Para passar o teste tem que haver uma qualquer ordem que me satisfaça nas coisas. E recombino o que já foi recombinado. Até ao resultado final. Há peças que oferecem essa resistência. 

No final no entanto a satisfação é maior. Mas pode ser efémera. Haver um senão e há melhoramentos ou acrescentos que não consigo deixar de fazer.

Não fui capaz de arranjar o portão do Óscar sem lhe acrescentar umas pinceladas à la minute, após a 2ª tentativa de uma tranca aproveitada de um pau seco de oliveira, quase sem luz, porque o candeeiro das ossadas da cabra é bonito mas dá pouca luz e o chapéu de sol também tapa imensa. Mas daqui a bocado vemos o resultado final.

A dificuldade era encaixar o amplificador no bocado de palete que já foi para os pés de uma mesa que nunca pude fazer. Há tantas coisas em cada momento que não podemos fazer.

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Será mesmo sono?
Será mesmo estar todo roto?
Afinal quem me salva a noite?
Os Talking Heads ou o David Byrne?


Precioso algoritmo aquele que transforma a mesma caixa de madeira da velha aparelhagem Sony à espera de ressurreição e o amplificador low cost da China, em som aceitável. 

Há horas do dia para tudo, até para ir dormir que já me está a doer o pulso (o tendão cárpico) e não sei porque insisto comigo e com a noite para ir buscar algo mais, talvez seja utilizar o cansaço o para escrever sob transe, e sair para outros recantos que tem estado em hibernação, desde que o Hamlet'i tomou conta das ocorrências. 

As metamorfoses da borboleta, ou o pássaro com um babete preto que por ali se demorou, para pássaro, a chilrear e a ter que levar com os meus assobios (nem ouvia o chefe a chamar-me).


Acho que é com este tipo de transe que se chega a títulos de filmes como Cães de Palha ou o quê? Qual a importância que isto tem? Nisto dos hobbies tem que se ter muito cuidado para não perdermos as estribeiras. Podia viver a fazer isto e viveria feliz, frequentaria sucatas e centros de reciclagem, e andaria pela borda dos rios à cata de troncos e de pedras e com lenhadores a resgatar do fogo secções de árvores. E ia a casa das pessoas buscar velhos móveis para restaurar. 

Mais do que viajar por esse planeta, se calhar sou dos ficam 40 anos atrás de um balcão, se assim se proporcionar. Eduardo Lourenço falava desta dicotomia Lusa, do aventureiro e do taberneiro. 

E esta mania de pensar num bebedouro para pássaros sempre que vejo uma garrafa de plástico pet.

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Será que um dos sintomas do jet lag é esta solidão que sinto, misturada com uma certa dose de irrealidade, de desfocagem do mundo (ou da noite e do cansaço).


É que dizer que estou com isso é devido à mudança súbita de actividade. E as letras times no meu trabalho não são tão grandes nem me parecem tão bem. Na tropa fui condutor de máquina de escrever, por isso trago os teclados e os tipos desde muito cedo. Agora até também ganhei uma doença  do tendão cárpico. O adormecimento que sinto até não me é desagradável. Bem piores são as dores de costas, posso garantir. 



Mas falta o som, o stereo que depende de uma limpeza aqui do PC que resiste ao tempo, não sei por mais quanto tempo... e de reinstalação dos sistemas operativos, quer dizer, esta incompatibilidade entre o Caixa Mágica e o amplificador deixa-me triste. No Windows XP o som é bom. Aqui apenas é bom na Antena 3 rock. Quais músicas residentes ou Got Radio. E isto é um problema sério para a minha ordem estabelecida. São pequenas coisas que alteram a maneira como passo a noite. Já me tem acontecido uma música salvar a noite.


Bom, mas não ter banda sonora nenhuma é bem pior que o Antena 3 Rock. Por isso...  vamos lá é ver se aguento  mais que uma canção de trash metal no Hipertensão.

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 Acabaram-se as férias. Trabalhei no duro para pôr o quintal limpo e arranjei mais uns recantos e tratei do jardim. Trabalhei por dois anos porque o ano passado não limpei porque não pude. Arranjei lenha e mais uma série de coisas: portinholas novas na vedação do Óscar. Arames para prender pedras. Está quase fixe o meu quintal. Voltei a enamorar-me dele e passei aqui as minhas férias. A fazer uma coisa útil e outra mais artística.


O tempo frui-se como se pode. Frui intensamente com as minhas composições. Hoje notei que a minha respiração estava ofegante. Estabeleço objectivos e era quase como andar de bike. Mas isto esgota-me bastante. Sei que isto arranca energias vitais de mim.

A ansiedade, velho Case, por vezes faz-me fazer as coisas depressa. Mas não a estou a fazer mais depressa. Estou a fazer ao ritmo possível, mas é a minha percepção da realidade que está alterada por querer fazer 3 ou 4 coisas até ao jantar, por exemplo. 

E ainda ficou a rúcula por plantar... 

Sem horas e às vezes a cambalear de sono para fazer um post. Agora maravilho-me com o desenrolar das letras times new roman no ecrã e tudo isto até me parece simples. 

Mas não é nada simples. Amanhã vou ter que mudar de novo de frequências da minha atenção.

Oxalá amanhã não seja um dia difícil (penso  sempre isto ao Domingo), mas nunca é fácil depois de um fim de semana, quanto mais depois de 2 semanas...




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Pormenor, versão final (?), Hamlet'i 2013

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Gaiola aberta

28.07.13
Derreado pelo esforços úteis e inúteis (fisicamente mas também mentalmente pelas inutilidades que andei por aí a fazer. Mas os jogos mentais ajudam-me a contrabalançar ambas as coisas. Faço uma coisa útil e faço uma coisa inútil. Livre, apenas para ter o prazer de a fazer. 

Hoje descasquei um tronco de mimosa para fazer um pouso para o pássaros. Aquela parte especifica da árvore, mais superior, não permite descasque fácil. Por isso tive ali para aí 3 horas só a fazer isso. Não sei qual o engodo que vou utilizar para a
dar a conhecer à passarada o novo espaço de convívio. Estarei a observá-los da janela: pus água e pus pão duro. Não tenciono comprar alpista para a malta. Aqui um restitos tá bem. E engendrar um bebedouro e uma piscina, e uns verdes. E uma casota. E luz led, já agora, para as aves terem serviço nocturno.


Sou pior fotógrafo do que inventor, por isso algumas destas coisa ao vivo teriam outro sentido. Mas toda a emoção de as criar aliada à satisfação do resultado já me chegam. Mas tudo tem o seu tempo. Há peças que já seria capaz de vender ou dar. Outras acho que não.

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Tenho tido alguma dificuldade em escrever coisas nos últimos dias. A criatividade tem andado à solta sem rédea pelo quintal e pronto, isto é um bicho como o da madeira. Instala-se e vai instalando coisas. 


É uma maneira de passar o tempo e de dividir entre trabalhos úteis e enfadonhos e transformações das coisas que tenho para aqui.


Todas as ideias que vou tendo esbarram por vezes na contingência de ter ou não material e ferramentas para o fazer. Mas acho que tenho jeito para improvisar. Até porque se tratam de objectos e de combinações irrepetíveis.



Mas fiquei  muito entusiasmado por este jardim suspenso à la minute que estou a preparar mais uns quantos e até já comprei umas sementes. 

E hoje achei uns tubos de saneamento que vão compor ainda mais o jardim suspenso. Só não sei se algumas espécies que lá tenho vão gostar de estar viradas para ocidente, mas há localizações alternativas.

Cá em casa tive que improvisar um arranjo em imitações de fetos e outros verdes e uma haste de videira, pois as plantas nesta sala não tem hipóteses (deve ser por preferirem o quintal que é o seu habitat natural).

Lá se vai o meu sonho de uma floresta luxuriante na sala.


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