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Ainda bem que o Blogger não tem muitas escolhas de tipos de letra. Isso era bem capaz de atrapalhar o meu trabalho. 
No principio achei muita piada aos tipos de letra e a brincar com eles. 

Aliás gostava de fazer apresentações e gosto dessa área mais criativa da informática. Quando é necessário. 

Tive que fazer os cartões e os cartões para os nomes das fotos. E fui comprar umas folhas catitas de papel A4 para os textos.

Ainda faltam alguns textos devidamente formatados e com o tipo de letra certo. Isso dá-me sempre qualquer coisa... que ando para ali a experimentar e agora os processadores de texto até apresentam logo o formato da letra, dá para ir fazendo scroll e ver o resultado de imediato. 

Começo é a duvidar que leve tudo o que tem aí separado para levar, ou então leva e depois traz algumas coisas de volta. Ele só lá é que vai, ao desempacotar as coisas, conciliar tudo o que para ai tem. 

E se calhar acaba por só levar bonecada.

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Livro de Robert Musil que nunca li, e agora também não tenciono ler. Informaram-me devidamente de uma tradução, que se não estou em erro, é de Pedro Tamem. 



De qualquer modo não sei para que estou com estes pruridos. O meu tempo para ler tem sido zero. Para ouvir música tem sido zero. Para andar de bicicleta tem sido zero. Para ir passear com o cão tem sido zero. Até tenho uma fake t-shirt dos Smashing Pumpkins, a dizer Zero.
Mas o Musil a ideia que tenho dele é que é um escritor da grandeza de Dostoiewsky. 

A versão petrificada de tal homem está no blogue do amigo Hamlet'i. Foi o título que me surgiu para o boneco. Quando estiver no seu lugar não sei se vai manter o título que dei à foto (pois ainda lá 'tive que ir de robe tirar uma foto ao boneco para ele lá pôr, e tive que lhe dar primazia no PC, aquilo hoje esteve triste).

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A malta mal tem tempo para ter um blogue, quanto mais dois, mas pronto! Há dias em que não dá para vir aqui dar novas do reino. 


Pequeno reino, de resto, mas trabalhoso: a exposição do Hamlet'i está a dar imenso trabalho e como é a dois sinto-me na obrigação de o ajudar. 



Às vezes cansa o perfeccionismo dele. Se a coisa não tá como quer, mesmo que a mim me pareça bem, não vai lá. Está a ficar esquisito. E exigente.



Mas é assim mesmo. A fasquia é melhorar. É experimentar também. Ele anda aí todo entusiasmado com uma cola qualquer com nome de dinossauro (ele pensa sempre que a cola nova que traz para experimentar é o selante perfeito...).



A pintura sobre o azulejo é que está a tardar em secar. mas já está no pedestal. Mas ele anda bem disposto. É o que é preciso. Quando anda entusiasmado com qualquer coisa não tem tempo para aquelas luas desgraçadas...

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O que o tempo dá a Hamlet'i vê-se em algumas das suas realizações.


Primeiro por necessidade de fazer coisas que se não fossem feitas pelo próprio não teriam sido feitas, pelo seu custo.


Depois veio a parte mais onírica, mais artística, primeiro com influências da arte pop, agora mais com os troncos e as pedras.

Vai fazer uma exposição no Museu Soares de Albergaria, no Carregal do Sal, que durará o mês de Novembro.


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Ainda hoje me sobressaltam os toques do messenger do Facebook. Aquilo dá os bipes que tem que dar e quase que apanho um susto. Já levo algum tempo de uso dessa aplicação, e deixei de a usar em tempos. 

Recentemente recomecei a usar, mas não consigo de deixar de me sobressaltar cada vez que naquilo, de um momento para o outro, desatam a emitir aqueles sons repetidos, conforme a pessoa prime o enter do chat.

Ainda por cima o Andróide telemóvel deu para abafar precisamente à noite e eu descansado por aí ando quando me apercebo que


o aparelho ficou mudo que nem um calhau.

Quem me tenta ligar ainda recebe mensagens a informar que o número já se encontra disponível,  às 2 da matina. Quando preciso dele para os meus 10 minutos de Intima Fracção que fica a tocar enquanto adormeço (coisa de 2 ou 3 minutos acho eu). 

O Hamlet'i nunca tá acordado a essa hora para poder cronometrar. Mas também nunca lhe pedi tal peritagem.


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E entre-vejo as luzes distantes da Serra do Açor, de uma aldeia. Estive sem o carro este fim de semana. É bom não o termos, embora não me tenha feito falta o tempo que não esteve aqui. Depois dá gozo podermos ir onde quiser. Eu hoje não sei se não tinha ido apanhar pedras a um sitio onde nunca fui. Vou lá na próxima semana.

Por vezes tenho medo de perder ideias. Mas não há muitas. Com  a exposição é só boneco por todo o lado, e pedras em caixotes com tamanhos e formas mais ou menos escolhidas, e bonecos a secar, outros à espera de pintura, outros na mesa da sala ainda a precisarem de tirar rebordos de cola. E pronto! Não tenho descanso e não me dá para escrever. Isto começa a ser uma novela.

Mas ele está muito satisfeito com os resultados, e andou a limpar as instalações e a lavar, e limpou troncos, cortou pedras, e cortou troncos, alternadamente, para não lixar o material. E fez mais uma bancada para pôr bonecos. Depois tenho que andar a fotografar. 

Eu também gostei das ideias dele. Acho que o elogio me vai permitir publicar umas fotos do novo material dele, em exclusivo. Porque ele andou tão entretido que já está a dormir, exausto.

Só agora, portanto, tive sossego para poder sentar-me aqui e ir dando um ar da minha graça. E o Verdinho está de volta. Com  o fecho central arranjado. 

Mas amanhã é começar a empacotar e arranjar pacotes e combinar o carregamento. Depressa tiro uns textos da versão baixada do blogue para as composições dele. 

Fotos catalogar é só quando estiver frio e chuva, vai ser quando calhar. Mas ele precisa de ver as coisas devidamente organizadas. Para ir ficando com o registo do que faz e dá ou irá vender no futuro próximo.

E ainda fez um lampadário para a saída. Tirou de lá aquela luminária da cabeça de cabra. Avisei-o logo: tens que pôr aí qualquer coisa decente senão depois fica aí eternamente a lâmpada ao pendurão.

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Li, agora, n' O Homem que Sabia Demasiado, que Lou Reed morreu.


Take a Walk on the Wild Side

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Tenho então que esperar
que a madrugada me apanhe
e o esquecimento volte

e as dores e as paralisias
lembram tanto desrespeito
pelo meus genes

usei o corpo para 
as delícias prometidas
e anoiteço queixando-me
revoltado de tantas ideias
e de tanta conversa
e de tantas colagens
e reconstruções

o caminho para algo
faz-se zigue-zagueando
errâticas escolhas?

falta de jeito com as pessoas
olhas a eternidade de uma claridade
e nova eternidade volta
a sobrevoar a própria
sombra

só e sem o calor dela, 
e o sono, as noites mal dormidas
e os troncos rio acima
e a exposição

e as notícias tempestuosas
e pensar com o coração
com a linha genealógica
e esta dor que não quer
a mão escrever nesta secretaria


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gamada em http://portugalfotografiaaerea.blogspot.pt/2011/08/barragem-da-aguieira.html
Hoje percebi porque é que o cancro do betão atingiu as pontes e não a barragem da Aguieira. O cimento para a barragem tinha fornecimento exclusivo e quando era fornecido por outrem, era analisado antes de ser usado e recusado se não cumprisse os critérios. Tinham um laboratório no local para esse efeito.

gamada em, ou por via de forum.autohoje.com

Nas pontes não, não havia esse cuidado. Como provavelmente não poderá ter havido com o ferro, que poderá ter apanhado ferrugem (e uma vez instalada prossegue o seu labor destrutivo, mesmo sem oxigénio). 

Lembro-me de passar a 1ª vez na ponte de S. Comba Dão,  do IP 3 tinha 11 anos, porque tive que ir e volta a S. Comba: esqueci-me de um medicamento para a minha irmã, num recanto do muro, depois das futeboladas. 

Nos apoios da ponte só havia escadas em madeira e eu medroso de alturas e destas coisas (era um copo de leite), lá venci o medo, tendo em conta a distância que poupei.

A dimensão de tragédia de um problema numa das maiores albufeiras do país é sempre proporcionalmente muito maior do que um problema numa ponte, por isso sempre suspeitei que em construções do mesmo tempo, um betão sofra de Cancro (as pontes, a maior vai abaixo) e a barragem não.

E foi apenas preciso perguntar à pessoa certa: alguém que lá trabalhou.



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Tenho pena, mas não tenho o dom da ubiquidade. Tenho que estar a tratar digitalmente as fotos do H'i. Pois e ainda me põe aqui palanques para tirar as fotos, tenho que ir dar uma volta, falar com o coelho ou o cão e ainda ajudar a trazer peças prontas.

E sempre a chagar-me a cabeça com a cenas dos textos para pôr na bonecada, e nos títulos para as obras. Bem sei que alguns artigos do blogue tem ficado bem por causa dos bonecos. Que até me dão ideias. Títulos como Crepúsculo dos Deuses, Minotauro ou Unicórnio são bastante pancadaria, ou ninharia, ideias malucas, com disse o MEC na entrevista à Antena 2. É isso mesmo! Vindo da boca dele parece natural ter-se ideias malucas num blogue. A mim também me parece!  Ideias malucas inofensivas, pacíficas.

E a exposição dele vai-me dar oportunidade de pôr uns textos aqui do blogue e vou aproveitar para tentar fazer as pessoas reflectir, sobre algumas coisas que me preocupam, a sustentabilidade do planeta, a ecologia, a natureza, a nossa floresta (que vai ser dela... só mimosa e eucalipto), a desertificação do interior, a emigração.

A doença do Nemátodo dificilmente se teria propagado com os hábitos e a ocupação do território, vamos dizer, da altura dos meus pais, porque tudo era aproveitado e todas essas árvores doentes teriam sido cortadas. A malta hoje está para os grandes centros ou emigrou. Como pode agricultar ou tomar conta da floresta?

É uma simbiose. Ambos lucramos com este negócio. E sinto que o gajo está inspirado. Eu só tenho o trabalho chato de andar a tirar textos do blogue. Qualquer dia vou pô-lo catita e disponibilizo-o por link. Gostava era de se vier a fazer isso saber quantos donilós houve? Vaidades, mas é por sentir que tenho algo mais profundo do que algumas blgues, que o Rock n´ Roll (isto de som tá tudo avariado), que a beleza da pintura e da escultura, do cinema, da fotografia, da arte, porque se trata de um caminho de empobrecimento do país, dos seus recursos naturais e da riqueza que se perde por não pescar, agricultar, cuidar da floresta e pensar nas pessoas também. Não em números.

O fecho de Repartições de Finanças, o Mapa Judiciário dos Tribunais, e outras reformas vão dar a breve trecho uma machadada muito grande nas pessoas, obrigando-as a deslocações, em locais sem transportes, e atingindo sempre mais os mais frágeis: as crianças, os velhos e os mais pobres em geral.

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