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Presépios

30.11.13
Terminou hoje a primeira exposição pública do Hamlet'i, o gajo que cindiu um parte da minha carapaça e está a tentar falar com as pessoas de outra maneira, sem palavras. 


Por isso é uma cisão. Ou uma rescisão com certa maneira de viver. Por ora é possível fazer isto e fruir do meu tempo desta forma. Podia andar pelos cafés em tertúlias ou ver filmes (outra coisa a que não tenho ligado nada... desde aquele "Wall" que veio em Alemão fiquei um pouco aborrecido). Por isso tem que ser filmes excepcionais.

Tinha aí uma série de filmes para ver nestas ocasiões em que é necessário passar para outra dimensão. Deixar as criações e apreciar as dos outros. 

Tive uma antevisão da próxima exposição temporária: temática apropriada à quadra: presépios. Mas feitos em barro e e/ou madeira. Pintado. Obras de arte. Não soube quem é o autor

Eu tenho sempre receio de ser pretensioso no que faço. E aprecio muito o que os outros fazem e ver o que tantos outros são capazes de fazer isso ajuda-me. Fico feliz por ver alguém que faz coisas que considero muito mais arte do que aquelas que faço. 

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Fala de Robert de Niro, em Taxi Driver (ao espelho?).

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Tenho a minha caixa de correio electrónico sempre arrumada. É uma espécie de higiene todos os dias eliminar tudo o que não interessa, mas não posso enfiar para o Spam. 

As mensagens que estão na caixa de entrada são aquelas cujos assunto estão pendentes e apenas são destruídas ou arquivados quando o assunto está encerrado. Ainda assim ainda fica muita coisa que em segundo relance podia ser destruída. 

E o que ainda assim parece ser importante lá fica arquivado. Por vezes pesquiso pelo remetente e lá vou buscar a informação pretendida. Tenho lá muita. Demasiada. 

O meu sossego ao confiar a minha esfera mais íntima a uma entidade electrónica, a uma marca, reside apenas em pensar que essa informação é entediante demais para despertar curiosidades. E que não nenhum tipo com particular interesse para essa gente que tem jeito para invadir os sistemas informáticos.




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Fotogenia

29.11.13
Acabo de me aperceber que as pedras, tal como as pessoas, são fotogénicas. Uma das fotografias que acabo de tirar, em deficientes condições de luminosidade (faltam-me conhecimentos teóricos sobre fotografia, nem o manual me dei ao trabalho de ler...), resultou logo bem, isto é, percebi que fotografia estava conforme o que os meus olhos viam...

... também pode ser disso. De os meus olhos verem outra coisa que a máquina fotográfica não consegue captar. Mas eu sou apenas um suplente de aprendiz de Mago. Não rei Mago, mais rei Merlin.

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Devo há algum tempo a minha homenagem a uma tradição que se iniciou recentemente: festas da sopa. 

E há festas da sopa em, em agremiações sem carácter lucrativo, e feitas por carolice, em que se pode promover comer sopa, hábito do mais saudável que se pode promover em termos alimentares. E acompanhar por vinho, que bebido com regra, tem iguais efeitos. 

E com umas sobremesas caseiras. Sem truques da industria. Uma pessoa nota, e por vezes o facto de ser uma sobremesa caseira, pode não ser nenhuma especialidade, mas tem outro gosto.

No domingo parei em Barril do Alva para beber um café. Tinham lá um tabuleiro do que me pareceu serem filhoses, e pedi, mas disseram-me que eram coscurões. Eram enormes, vi depois, tive que pedir para me embrulharem mais de metade. Mas gostei de comer aquele doce tradicional. E gosto destas coisas regionais. Mais antigas, mais ligadas por exemplo a um produto sazonal, a abóbora. Cuja compota, com nozes partidas, dispensa apresentações.

Não sendo uma pessoa avessa a novidades, gosto destas coisas tradicionais. E podemos ter filhoses noutras alturas do ano para comer, em vez de bola de Berlim...

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Somos comidos em tudo o que seja factura que nos chegue a casa. Na conta da electricidade temos que sustentar uma autoridade de qualquer coisa (a quantidade de autoridades que há neste país...), que faz umas coisas pomposas, por exemplo, para além da taxa de radiodifusão, eu que praticamente não vejo TV e pouco radio ouço. Não me custa pagar alguma coisa para a Antena 2, mas custam-me os ordenados das "estrelas" de TV. Eu de livre vontade não pagava o que lhes pagam para serem o que são. 

Fico logo um pouco contrariado quando me chegam ao conhecimento estas coisas. Mas é tudo em surdina. Nas correntes de email que se vão reencaminhando, é um pouco outra maneira civilizada que temos de nos revoltar... e que prova bem que não somos nenhuns info-excluídos.

Fazemos isso com conta, peso e medida e a horas certas. Nisso somos até bastante organizados. De tudo isto nada resulta, por impossibilidade colectiva de nos revoltarmos. Não somo capazes disso. 

Podíamos ter um guia, um ou uma inspiradora, mas nem isso temos. Alguém com a grandeza dum Nelson Mandela ou de um Gandhi. Mas não, e para essa missão apenas me ocorre o nome de Agostinho da Silva, um homem tão pouco conhecido neste país. 

As estrelas de TV são tão mais giras, e aquelas encrencas todas com os divórcios litigiosos.

E não seria uma revolução de violência, teria que ser uma revolução de ideias quanto ao que queremos do nosso futuro.

Nesta parte, confesso, fico sempre um pouco perplexo, até receoso, por estar a tratar de assuntos tão importantes com tanto à-vontade e convicção, como se soubesse mesmo do que estou a falar, do fundo do meus conhecimentos e estudos de longos anos. 

Mas não, sou apenas um gajo qualquer, mas posso expressar os meus pensamentos,  e podem ser pretensiosos ou tolos, mas posso expressá-los. 

Valha-me isso, ainda que isto possa ser pregar ao vento...

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Drive

26.11.13
who's gonna tell you when
it's too late
who's gonna tell you things
aren't so great
you can't go on
thinking nothing's wrong
who's gonna drive you home tonight



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Estava mesmo a tentar pensar numa ideia que tive há pouco, enquanto vou negociando os separadores do navegador, de molde a pode ouvir música em streaming, e fazendo carregamento de fotos e escrevendo mensagens de correio electrónico.



Mas as ideias, com o vento que está, são arrastadas para onde ele sopra. Eu não gosto de vento, por isso me interrogo porque é que gostava de viver à beira-mar se não gosto de vento? E frio, que penso verdadeiramente na necessidade de me deslocar ao exterior, ou não. 

Ir buscar lenha por exemplo não é procrastinável, mas fazendo duas ou três coisas. Para render a saída.

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Há vários dias que um vento constante, frio e com rajadas sacode aqui a malta. A mim sacudiu-me muito bem as folhas do dióspireiro. Ficou sem folha em 3 ou 4 dias, depois de levar com a primeira geada. Ficou lá um montão delas. Um destes dias cheguei a casa e o monte tinha literalmente desaparecido. Até perguntei quem tinha varrido as folhas.

Recordo-me de andar aqui todos os dias a limpar as folhas que caíam, mas agora mudei de táctica. Só as vou limpar quando as folhas das árvores estiverem todas caídas. Estamos na altura em que as folhas caem, por isso é natural que haja por aí umas folhas.

Há uma certa justiça em tudo isto, se me incomoda, vou tratar que isso me desincomode. E assim não incomodo ninguém. 

Quando muito estou incomodado porque quero, ou não me apetece deixar de ficar incomodado, com a erva que cresce... 

Fico mesmo assim, incomodado, porque não me dou ao incómodo de ir cortar a erva. É um pouco como o corrector ortográfico e esta luta silenciosa que tenho com ele e por maioria de razão, com a língua. 



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