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A revolução que suponho ser necessária neste mundo ocidental poderia ser feita apenas por homens com o carisma e com a grandeza de Nelson Mandela. 

Embora meio mundo hoje lhe preste homenagem, ele é, a par com Ghandi e com Martin L. King, um trio de pessoas que admiro incondicionalmente. 


O exemplo de Ghandi é talvez no meu espírito mais vivo porque a veste humana dele era tão inofensiva, tão pobre. Como podia assim um homem, sem nada, liderar uma revolução? 

Como não acredito, ainda assim, na violência e no caos, o exemplo deles faz-me acreditar ser possível fazer uma revolução destas, bastando para isso que as pessoas percebam  minimamente o momento histórico que atravessamos. 

Somos peões dum jogo de monopólio que é jogado por algumas pessoas/organizações, e podemos dizer não , parando.  

Com uma lista de alterações ao modo de funcionamento desta democracia que temos. Se são necessários sacrifícios então todos os tem que fazer. 

Mas escrevo isto com o sentimento de que isto é algo que nunca vai acontecer.

Homens como Mandela, há mesmo muito poucos. Se houvesse mais como ele seria um mundo muito mais bem frequentado.

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Cody Cobb

05.12.13
Hoje há imensa gente com acesso a máquinas fotográficas com alguma qualidade. E há inúmeros fotógrafos que tem boas fotografias. Não exploro muito esse lado, porque é imenso, porque nunca me decidi dedicar a isso com mais afinco. De vez em quando tenho sorte e tiro uma foto boa. E esqueçam todos os outros modos de fotografar. As fotografias que tiro são quase todas em modo manual. E algumas são corrigidas pelo programa básico de edição. 

A plataforma Tumblr tem sempre uma foto boa, apelativa, quando iniciamos sessão. E foi essa foto que me levou a ir a tal página e ter ficado siderado. 


Em algumas fotos, pela oportunidade da composição da fotografia. Mas seguramente muito mais naquelas em que é captado o esplendor da natureza e em imaginar o prazer que seria poder fotografar aquelas paisagens. E finalmente não era só pela fotos, era por lá estar, nessas paisagens mundo fora que o planeta nos oferece.



E em http://codycobb.tumblr.com/, há bastantes mais fotografias muito boas.

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E ao começar o passeio com o Óscar, e por causa do dele, uma vez que andou por aí a estragar as culturas dum vizinho. Boa oportunidade para recomeçar os meus passeios nocturnos. 

Ontem o auricular sem fios deu o berro porque não estava carregado. Nestes passeios nocturnos levo sempre som. O aparelho também não dá para muito tempo. Na floresta prefiro sentir o que há para sentir integralmente. Longe vão os tempos em corria nas margens do rio Dão a ouvir música industrial...

ao começar com os Fields of The Nephilim, uma banda dos anos oitenta, que apenas era conhecida entre malta de gostos Indies, lembro-me logo das curvas de Mesão Frio que fazia o mais rápido que sabia e podia com um 1100, a ouvi-los...



e esta memória está associada à música deles e é só por causa da música que me lembro disso. Há imensas rotinas de viagem de que não me lembro, nem ocasionalmente, talvez porque não estão associadas a músicas que ainda ouço. E os Fields of The Nephylim eu ouço de vez em quando. 

É uma música óptima para certos estados de espírito mais desamparados. O que vale é que as endomorfinas fazem o efeito contrário conforme se caminha e se aquece e me começo a lembrar das noites em que passeava 10 km e mais, e das madrugadas em que vi o sol nascer por aí fora.

Sinto a falta do ar, do vento, do sol, dos cheiros da naturezas, sobretudo de os ver, de os comer com os olhos. E lembro-me que hoje estou mais mariquinhas, tenho mais frio que então, que corria de noite por aí fora, e que tomava banhos frios sem me chatear nada.

E sinto que quanto menos desporto pratico, menos saúde tenho. Não vai ser isso que me cura as dores nas costas. Nem sei se agrava porque o impacto nos nossos ossinhos é 3,5 vezes superior de quando caminhamos. Mas deixa-me tranquilo, sem fantasmas a esvoaçar.

Porque a endomorfinas são substâncias que o são estimuladas por coisas como comida, actividade sexual (daí a alusão a correr 8 km), e o riso...

ah! ah! ah! foi o que me acabou de acontecer com o seguinte diálogo do Falcão de Malta, de John Huston (um dos filmes que apontei aí como interessantes):

Joel Cairo: tens sempre um explicação para tudo.
Sam Spade: E o que é que tu queres que eu faça? Que aprenda a gaguejar?
Catrapiscada de: Diário de um Cão

já não penso correr 30 kms duma vez como quando estava na melhor forma. Basta a técnica do principio que era apenas andar por ai fora com o cão, de preferência com a máquina fotográfica, a correr, a andar, a corta mato, a descobrir as teias de caminhos florestais que me rodeiam (o que fiz depois de bicicleta muito intensamente). 

O passeio não me resolveu foi a questã dos 15 gigas de fotos para escolher e organizar. Três mil fotos são demasiado trabalho, mas não me resta outra alternativa senão fazer mesmo a limpeza que se impõe um dia destes... mas como o s bravos Gauleses relativamente ao céu lhes cair em cima... eu sei que amanhã não é véspera do dia em que vou fazer isso.


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Eu gosto de ligações subterrâneas, no sentido em que pomos dois conceitos um ao pé do outro e cada um que faça o caminho entre um e outro (ou não, "podem ser só um monte de pedras").

Uma vez dei-me ao trabalho de ler um ensaio, A Idade Neobârroca, de Omar Calabrese, até o comprei e tudo, não foi emprestado nem da biblioteca, e esse conceito era exposto num dos capítulos. Havia outro sobre Fractais.

Esse livro, a concentração que exige para o ler salvou-me na recruta de um ataque de nervos. Foi mesmo preciso ler um livro que era quase estudar e pensar sobre cada página. 

Mas foi divertido fazê-lo para me abstrair da realidade militar que se tinha abatido sobre o meu jovem espírito (Falas mal do Alferes? Bebes Vinho?).

Já aqui contei de resto aquele episódio da Lua Cheia na instrução nocturna. 

Tive durante algum tempo uma experiência única na vida. Estabeleci com 2 camaradas (na tropa não se fala em colegas...nem pensar nisso! Colegas são as ...!), um cumplicidade que se expressava na hora da refeição: comemos durante 11 semanas sempre os três numa mesa: o Adaixo, da Guarda e o Leitão, de Coimbra.
Chegamos a um ponto em que nos entendíamos sem falar. 

Calhou-nos um instrutor durão, cujo paraíso eram as Operações Especiais, em Lamego (onde depois o je foi parar, justamente... outro banho militar no meu jovem espírito). 

E essa era uma praxe para o 4º elemento que vinha para a mesa e que dificilmente percebia patavina do que  combinávamos, até porque já tínhamos códigos e o caneco. Os instruendos discutem o seu programa, como formar um alferes em 11 semanas.

E queria que disséssemos o pronto duma maneira mais rebuscada, assim mesmo à Durão (devia gostar de filmes do Steven Seagal...e lembro-me de achar que tinha um pai militar por haver uma alta patente com o mesmo apelido, o que só ainda mais responsabilizaria a carreira do jovem oficial- estas pessoas levam a sua profissão a peito, e por vezes há uma tradição de família. Respeito isso, como sempre o respeitei mesmo passando a vida a moer-lhe o juízo...) e nós combinamos para durante um almoço dar-lhe um pronto ainda melhor: soprado enquanto durasse o fôlego. Três instruendos, num pelotão, fizeram-no naquela tarde da primavera de 1989. 

O Alferes Leandro, que tinha ficado durante a formatura, ao pé do capitão (tirou-nos o gosto de o observar, isso tirou), chegou ao pé de nós e disse:

A partir de hoje dizem pronto como os outro pelotões!


PS:Às vezes é preciso proceder deste modo para nos fazermos entender.



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Soma II

04.12.13
Eu suspeitava que tinha que haver uma ligação entre o título da canção e o livro. Já que estamos em maré de Ficção Científica, ou Sci fi para o género fílmico.

Há respostas que estão perto se as pesquisarmos. Antes seria muito mais difícil conseguir esta informação.


Soma (song)

From Wikipedia, the free encyclopedia
"Soma"
Song by The Smashing Pumpkins from the album Siamese Dream
Released27 July 1993
Recorded1992 - 1993
GenreAlternative rockprogressive rock,psychedelic rockshoegazing
Length6:39
LabelVirgin
WriterBilly CorganJames Iha
ProducerButch Vig, Billy Corgan
Siamese Dream track listing
"Disarm"
(6)
"Soma"
(7)
"Geek U.S.A."
(8)
"Soma", originally called "Coma",[1] is a track on the album Siamese Dream by The Smashing Pumpkins. The song-writing credits list James Iha and Billy Corgan as co-authors, but Corgan claims that Iha only wrote the chord structure for the beginning of the song, and that Corgan himself wrote the rest.[2] One of the longest songs to appear on a Smashing Pumpkins album, it is said to have included up to 40 guitar tracks over the course of the song.[3] Corgan says the song "is based on the idea that a love relationship is almost the same as opium: it slowly puts you to sleep, it soothes you, and gives you the illusion of sureness and security."[4] It was also acknowledged that song was inspired by Corgan's break-up with his ex-wife, Chris Fabian.[5][6] The song also contains references to a hallucinogenic drug which was featured in Aldous Huxley's novel Brave New World[7]and features a prominent piano figure by Mike Mills of R.E.M

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Nothing left to say

And all I've left to do
Is run away from you
She led me on, down
Secrets I can't keep

Close your eyes and sleep
Don't wait up for me
Hush now don't you speak
To me

Wrapped my hurt in you
And took my shelter in that pain
The opiate of blame
Your broken heart, heart, your heart

So now I'm all by myself
As I've always felt
I'll betray my tears
To anyone caught in our ruse of fools

One last kiss for me, yeah
One last kiss good night

Didn't want to lose you once again
Didn't want to be your friend
Fulfilled a promise made of tin
Crawled back to you

I'm all by myself
As I've always felt
I'll betray myself
To anyone lost, anyone but you

So let the sadness come again
On that you can depend on me, yeah
Until the bitter, bitter end of the world, yeah
When God sleeps in bliss

And I'm all by myself
As I've always felt
I'll betray myself
To anyone

Songwriters:
JAMES IHA;WILLIAM PATRICK, CORGAN





Smashing Pumpkins - Soma Lyrics | MetroLyrics 

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O universo da ficção científica é um nicho do imaginário das pessoas. As pessoas que costumam ler livros tem os seus livros preferidos, de cabeceira. 

Dessa parte eu tenho livros e tenho filmes. E os filmes dão vida a conceitos que lemos nos livros. Escritores que exploram um conceito como a ubiquidade (Ubik, Philip K. Dick) ou o encontro com um uma nave espacial gigante em forma de cilindro, onde estranhos conjunto de 3 povoam a descoberta, e como são feitas caminhadas em ambiente de gravidade diferente, o de Rama (Arthur C. Clarke). Ou os poderes sensoriais de Case, o herói de Neuromante (cujos conceitos foram explorados em Matrix). 

Ou da sociedade perfeita de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou da espionagem de um ente que nos controla a vida como 1948, de George Orwell.

E a conversa começa a parecer interminável, vou-me  esquecer de Solaris, de Stanislaw Lem, onde é um mundo que tenta comunicar com o Homem, ou do mundo imaginado por Tolkien, em O Senhor do Anéis, da Terra Média e daquelas criaturas, os Orks, cuja fealdade cinematográfica fica para sempre em quem vê o filme. 

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Stalker (A Zona)

04.12.13
Alguém disse que um filme não precisa de diálogos para se perceber, as imagens contam a história...
levo isso à letra e por isso até pode ser em Russo, se o resto me agradar... a banda sonora está perfeita com o filme. 


Raramente vejo filmes. Não tenho tempo para tudo. Felizmente tenho aí duas Director's Cut (de Apocalipse Now e Blade Runner). A última vez que fui a um cinema foi para ver Prometheus. E voltava lá para o rever (no dia em que fui ver estava de directa...). Mas irei ver a sequela, que eu com 10 minutos de filme comecei a ver desenhar-se com as questões não resolvidas, e que foram sendo deixadas filme fora.

Uma versão maior do filme (nisto sou pouco entendido):

Stalker

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Ainda bem que estes achados não correm o risco de serem submersos pela água de uma barragem. Mas foi isso que deu visibilidade às gravuras de Foz Côa. 

Foto retirada de prata.smugmug.com
Passada a polémica, construído o museu, obra de arquitectura impecável na integração com a paisagem (não sei quanto custou, nem se houve derrapagens...), qual foi a mudança por aquelas bandas?

As rotas escondidas da arte rupestre, nas Serras da Estrela, Açor e da Lousã

E outro pormenor interessante é o de 400 destes vestígios serem nos parques eólicos. Se não tivessem sido abertas estradas para colocar as torres não teríamos tido acesso a eles porque estavam escondidos.

Devidamente explorado, não é um filão, mas é um nicho de mercado para o turismo, de estrangeiros, e de um gajo como eu que ficava todo contente se pudesse por lá andar a fotografar esses vestígios.

E um magnífico lugar, o da foto, Poço das Brocas, Barriosa, Vide, Seia, onde tenciono ir de tal modo achei o local aprazível.




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Os Smashing Pumpkins, para além de terem uma baixista na sua composição, o que por si só e musicalmente não quer dizer nada, tem tudo o resto...

Eu é que tenho a mania que as bandas com Senhoras tem mais encanto... 

Despite all my rage
I'm just a rat in a cage


Não sou nenhum entendido em musicologia. E não domino o vocabulário da critica musical. A minha perspectiva é apenas a de uma aficionado (lembro-me sempre do Fiesta quando escrevo esta palavra, apesar de não achar piada nenhum à Tourada, consegui perceber o sentimento de quem gosta mesmo daquilo). A minha aficcion é a música.

E tal como em outras coisas, prefiro dizer alguma barbaridade, do que me limitar a seguir as ideias dos que escrevem sobre as bandas. Não é que não me interesse. O que eu quero dizer é que tenho tentado, ou traduzir em palavras o que o som deles me faz sentir. De voz esquisita a isto já versava sobre o assunto. 


Não sei bem quais as responsabilidades/autoria das composições, nem sei bem de quem são os solos das malhas agrestes das canções deles.

Conheci-os na fase em que tocam para defender uma discografia que os tornou nomes máximos dos anos 90 (a minha década de apagão musical). E ainda que vivam sobretudo das grandes canções de um punhado de bons álbuns, ouvi-los tocar ao vivo é... no meu caso chamei a isso quase enlouquecer com os solos de guitarra que se iam sucedendo. Eu conheci-os naquele dia. 

Antes deles, no meu panteão musical, os Doors, primeiro, e depois, os Bauhaus, ocuparam o lugar de A Banda. 

No principio tinham um guitarrista Japonês, e dou comigo a pensar que ele tem muito dedo nos 2 primeiros álbuns. O Gish e Siamese Dream. Mas nada disso me interessa porque o que interessa são as emoções que a música nos provoca, e até aí há alguma sintonia com as palavras do Bill Corgan:



Pink ribbon scars
That never forget
I tried so hard
To cleanse these regrets
My angel wings
Were bruised and restrained
My belly stings

Today is
Today is
Today is
The greatest day

I want to turn you on
I want to turn you on
I want to turn you on
I want to turn you

Today is the greatest
Today is the greatest day
Today is the greatest day
That I have ever really known







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