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Os meus inimigos por perto? Quero paz! Quanto mais longe melhor. 

O Coro:
Errado! 

Os inimigos querem-se o mais perto possível. Para estarmos a par dos seus movimentos. Para permanecermos despertos, alerta. É uma maçada, bem sei. 

Prefiro a praia. Prefiro as pedras e as montanhas. Prefiro os Cântaros. Prefiro os Vales Glaciares. As quedas de Água. As gravuras rupestres, onde estão elas?
 Prefiro pois! 

O Coro:
Fica para lá. Porque não te mudas para lá? Acampas lá e vives da montanha. És capaz de fazer isso? Serias capaz de sobreviver. Sem câmaras de concursos idiotas?

Querem ver? O Coro agora comporta-se como a Comissão Disciplinar do Exército? Eu nunca compareci, felizmente a nenhuma. Nunca tive seque aspirações a comparecer a alguma. Não me dou bem com ambientes hostis. Fico amedrontado. Os pensamentos perdem a fluidez. Faço figura de urso. Gozam comigo sempre!

Uma das razões para A Arte de Não Me Meter Em Sarilhos. É a arte em que gostava de ser um Picasso. Ando atrás dela desde sempre. Já sofri alguns reveses, por KO.

É a arte última a que um homem deve aspirar. Eu nem o chão aspiro. Mas aspiro à Arte. Deve ser para não sentir o cheiro do pó acumulado. Pó dos Pinheiros lavado pela chuva, menos pó para se depositar, em todas as superfícies onde o vemos, aquelas em que ele nos incomoda.

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Pode isto começar a parecer aquelas noites em que ao fim de 2 copos se dizia que era o último, e se continuava, com os copos a servirem de pretexto para a conversa.

Ainda bem que os copos serviram para tantas conversas e que não foram os copos que as engendraram. Os copos são a muleta. Não podemos é querer andar sempre amparados.

Retirei alguma utilidade desses tempos e hábitos? É suposto tirarmos utilidade da vida? Na medida de ganha o sustento. Até aí.

Não voltei lá para renegar tudo o que andei a fazer. De quase todas essas noites me poderei ter esquecido. Esqueci? Se começar a tentar lembrar-me de tudo isso, devo ser capaz de ir ao fundo do baú e lembrar-me.

Não se esquece tudo. Parece que esquece-mos algo, está apenas arrumado. À espera que algo apareça e peça toda a informação sobre isso. A solícita bibliotecária que temos vai trazendo recordações. Fico mais descansado. Quando for preciso falar dessas noites por outro motivo, vou-me lembrar.

Hoje só queria tirar uma conclusão sobre isto. Adianta. Continuo a gostar da borga, da camaradagem e posso fazê-lo com os copos dos outros sem me sentir incomodado. Não ligo a isso.

Ligo quando algum já está num estado em que não se diverte. Aí lamento. 

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A chuva, que todos vituperam, ajuda-me. Tem-me em casa a horas. Com bom tempo surgem divertimentos. Divertimentos simples. De garoto. Divertimentos que custam o tempo que usamos com eles. O Tempo livre, bem entendido. O sol e ar puro ainda são de borla.

O chão que piso porque não posso voar, já é taxado, por isso tento andar pelo mato, de preferência em baldios. O Carvalhal é nosso!

Com o tempo tentarão taxar o ar que respiramos. As taxas municipais reflectirão, uma percentagem para isso. Ou virá na factura das Águas do Planalto, já são uma referência, no mercado das cobranças para outrem. São tão zelosos que cobram lixo e esgotos a quem gasta 0 m3 de água...

É por isso que tenho a expectativa de que o Grande Irmão não me traia, porque a blogosfera é dos últimos redutos de liberdade. É preciso procurar. Não estão os nossos interesses, como julgamos, ali à distância de uma pesquisa. Após pesquisarmos muito chegamos ao nicho que queremos. Ou sabemos qual é. E continuamos a procurar.

Enquanto aqui andar vou querer sempre mais. Já houve tempo em que julguei que chegar a xis pessoas seria bom. Que depois seria administrar o estaminé. Entreter os certos. 

Não ando, contudo, apenas a entreter(-me). Sob a máscara de não fazer sentido. De tentar ser engraçado. Para mim faz todo o sentido. Sempre fez sentido. Posso não conseguir saltar deste poço em que coaxo. É um salto muito grande. Mesmo que me dedicasse com todo o tempo, poderia não conseguir saltar. Afinal fui feito para estar aqui a coaxar. 

Vou coaxar melhor se der o salto? Não posso dizer. Não é por mim. Depende ao que for exposto. O que tem acontecido é sempre after-hours. É sempre um toca e foge. Falta tocar e ficar. Ficar depois de tocar é a norma. Tocar e fugir é um artificio. Uma maneira de dizer que as viagens físicas que faço exponenciam a imaginação, põem-me em contacto com tudo. Estou receptivo.

Uma dancetaria chamada Turol? Nunca entraria numa dancetaria com esse nome. Se fosse um oficina de automóveis, talvez. O melhor seria um local de venda de peças usadas para automóvel. Dancetaria? 

Quem é que aprova estes nomes? Tenham dó. Devia Haver uma comissão de análise de nomes. Os nomes próprios andam a ser maltratados. Dão-se nomes de pessoas a animais. Dão nomes pomposos. Pobres a porem nomes pomposos aos filhos.

Há cem anos os nomes das pessoas tinham o nome e o apelido. Sei disso. Vi isso ao longo da minha vida profissional. Gostava de voltar a esse tempo. Nome e apelido. Já os pobres não se punham a inventar nomes pomposos. E nomes de tele-novelas (que substituíram as foto-novelas). Deve haver decência. 

Como diria uma socialite: os filhos dos pobres são tão bonitos! 

É tudo o mesmo pensar! Onde andam as pessoas? Posso gozar com elas deste modo?

Claro que não! Estou a parodiar fazendo-me passar por essas pessoas. Estou a tentar entrar na psique de personagens. Nas personagens que posso tentar vestir as pessoas que pensam assim.

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Há sempre uma luz no fundo do túnel, ainda que role de óculos escuros. Desafio vencido. A gravidade. O foco na luz ao fundo do túnel de Farminhão. Um verdadeiro túnel para este pensar ser real. E com óculos escuros reais numa bicicleta real. Repeti. Da primeira vez fui sem querer. Na volta fiz por querer. Faço tudo por querer saber mais. Aprender. Saber como é. Ir primeiro ao básico. Ao sonho. Ao frigorífico. Espreitar o impossível. Ser até seu seguidor em noites estouvadas. Caseiras. 

Legitimaram outrora que pensasse por mim. Faço-o. É o ultimo reduto de mim. Destruí-lo é destruir-me. Destruir esta versão. Nesta idade pode-se mudar de pele. Ainda é permitido. Qual o preço? Dão garantia? De manutenção? Óptimo!

Esta pele está seca e com rugas de expressão ou de rios superados, de fracassos, de desilusões, de muitos sonhos que nem cabem nos quadros dos grandes pintores. Devia dar pinceladas finais em frases, se me desse a esse trabalho. O modo rolo-publicar com fundo laranja formata-me. Indelevelmente (sempre quis escrever isto!)

Vim aqui ter pelas desilusões que me causaram? Contratempos ou desilusões? Que esperavas tu com tudo isso. Com essa feira armada. Bem juravas que as sebes iriam crescer demais. Não vi os tentáculos. A cobiça do Tesouro de Sierra Madre. Já nem me estou sequer a queixar.

- Não é permitido! Queixas em sobre a tua própria assinatura. É uma manobra dilatória! - Profere o coro solenemente.

Eu devia tossicar, é conveniente tossicar antes de dizer algo em nossa defesa. Mas fico surpreendido por esta faceta legal do Coro. Quase que me engasgo. Este não é um tossicar premeditado. De alguém que sabe bem o que vai dizer e apenas não quer ser interrompido por um estúpido pigarreio (tudo expressões conhecidas dos retratos das personagens, mas do que na vida real, no supermercado não se pode pigarrear, pode parecer petulante). 

- Tento deixar de viver de (des)ilusões. É apenas aquilo que consigo sustentar, ou o que se sustenta por si próprio. Não sou um micro-organismo. Ando nos confins à procura de simples respostas que não existem. Como nascem as perguntas todas que faço. Que género de resposta espero encontrar. Eu nenhuma. Só as faço para me distrair. Para não morrer de tédio. Já não é para impressionar. Ninguém leva a sério quem corre descalço  e se constipa. Que higiene. Vai descansar. Não leves os dedos à loucura, o ácido láctico a mudar as letras. As impressoras entupidas pelo barulho de fundo. Aqui não se passa neste momento rigorosamente nada. Não é preciso. Eu não sinto o movimento de translação nem de rotação, mas acredito nele. Posso perfeitamente acrescentar uma dúvida a outra, empilhá-lhas. Posso até ter a pretensão de a submeter a um detector de mentiras, a um especialista em linguagem corporal. A um especialista de estética. Podemos determinar um perfil criminoso pelo tratamento da pele?

- Nessa, não acreditamos nós! - O Coro.

Um coro é apenas um bando bem organizado de tipos que tem uma alta prosopopeia. Valente! Não deu erro. Bravo C... passas à galeria, não à prateleira. Por enquanto não. Somos ainda tão novos. Podemos gozar a vida. Ainda ontem as férias duravam uma eternidade, mas não chegavam, e agora cada um responda por si, o que foi feito de ti?

Mais, o que foi feito de ti chega-te. As pantufas são o prolongamento natural dos teus pés. Estas pantufas que são tudo menos pantufas: conformismo, hábito. Dever. Estou a falar para mim, ainda estamos no Pancadaria. É pena o coro não ter emoticons. Podia-me aparecer com a forma de símbolos. Símbolos simples. 

Redescobri o painel: é proibido afixar cartases. E a tinta em novelos a desagregar-se. Escrevo muito. Escrevo demais. Posso a qualquer momento tirar metade. O que possa ser distracção. Fazer a montagem final. Há sempre uma montagem final. Um último acto? Gostava que fosse feriado. Poder comprar tempo adiantado. Não gosto de faltar. Daqui a bocado vou. Vai passar-me esta sensação de Incorporação. Já não estou em Vendas Novas. Acabou há muito o estágio vegetal do medo. Do medo inventado. Daquele que bloqueia o simples. 

Devia convocar era um especialista em perfis. Saber como se fundem os esquecimentos. E as lembranças andam aqui a fazer o quê. Vale mais repousá-las num livro. Preciso de espaço para novas memórias. Não preciso de mais armazenamento. Espero que o Grande Irmão nunca me traia. Que eu próprio me sujeite de novo a todas agruras com a luta necessária. Com a sábia cedência (onde vou buscar a sapiência, ao fundo dum poço, num regato límpido e frio da serra da Estrela). A paz foi este desassossego. Isto não é um restaurante. Não há menu: fazemos a sopa com aquilo que há na dispensa. Com feijões vermelhos à vista (Grande M...!).

Iludo-me a ponto de pensar que toco piano neste teclado e que estás a ouvir Mozart ou Shubert. Que petulância, a desse velho teclado repescado. Onde está a video-conferência, em tempo real? Com Marte ou com Lóbios, ao pé do menir cilíndrico (Rama? em pedra?), das águas quentes, do andar trôpego, da adrenalina a descer com a altitude, com o ar puro, com o silêncio das serras, dos ataques de gelo a subir as escadas de pedra. Daquela vaca que nunca teve pesadelos. Do saco cama que me tem acompanhado a ponto de o considerar como um irmão. Um confidente dos meus pesadelos. E do meu sossego. De poderem roubar tudo, sem fazer barulho. Só me roubam mesmo se me levarem com eles, sequestrado no próprio saco-cama. Comprado no Casão Militar. Sem ser militar. É tipo belle époque.

Nestes momentos desesperados (eu não estou desesperado). Os momentos desesperados são tentar travar os minutos para não amanheça já. Podemos ficar mais um pouco na conversa. Dá-me a tua melhor música, para cortar-mos isto em dois. Haver imagens disponíveis pode sempre trazer o reconhecimento. Não ser necessário levar uma rosa vermelha nos dentes. Embora queira lá aparecer com esse distintivo. Ser personagem não filmada de um argumento não escrito. Mas não posso apenas roçar o invisível. Tenho jeito para detectar fios que me podem fazer cair. Tenho um sensor nas canelas. Como soldado experimentado. A lua e as suas crateras é que me deixam de pernas para o ar, sem arma, sem reacção, a fazer uma patética figura. Um vagabundo na alta roda. 

Salto de parágrafo. O que estou a esta hora aqui a fazer? É o quê este desenrolar (desenrolar mesmo o cardápio não impresso, o restaurante ainda não abriu). O começo de quê? Não se pode simplesmente regularizar o rio das emoções com comportas, não se pode de todo tornar navegável o que acontece, o que acontece, estando a acontecer, não precisa de explicação, precisa de acontecer (receio que esteja a pensar que digo isto de minha autoria e não seja). Espero que não seja previsível. Que possa ser. Que possa acontecer. Que haja mesmo borboletas dessas que não causam apenas desastres naturais pessoais (não estou a falar da queda de uma bola de espelhos). Saltei ainda agora de parágrafo para anunciar a minha retirada provisória. Ao silêncio. Ainda não. Permaneço agarrado às almofadas, a fazer granel (barulho, confusão, na gíria militar).

Tenho um grande motivo para lá ir. Ter bons motivos para sair por via ecológica é bom. Depende do tempo e dos ossos. Os Ossos são ainda piores que o Coro. Só não fazem comentário. Limitam-se a lembrar a sua existência através de dores. Estamos aqui. Vê lá se começas a lembrar-te de nós e a respeitar a idade. Estamos fartos de levar contigo, pá! Somos escravos da tua fúria? Queres então tudo já. Era bom? Tens que aprender, tens que andar por aí a tactear, não te podes valer de guias. Ninguém se dá a esse trabalho. Foi um acaso da sorte. Foi um acidente. 

Uma resposta concreta. Yes we can! oficialmente declarado encerrado o fim de semana. 

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Vai ser implementada uma directiva que visa criminalizar o consumo de açúcar. E da gordura. Para o mesmo paleio são pragas que se extinguem, assim. Por decreto lei. 

- O Sr esteve numa Pândega? Um chá com uns pasteis conventuais, talvez?

- ?????

- Pois vamos para a esquadra, preencher a papelada. E aviso-o que não pode comer a papelada. É contra-ordenação. 

- ?????

- O Sr não vê que vai ser uma sobrecarga para o SNS,  o seu peso vai sobrecarregar as estruturas dos hospitais, deteriorar os mosaicos dos pavimentos. Fazer perigar as molas das camas. 

- ???? 


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Eu estive lá

30.03.14
E como diz sempre um tipo, num anúncio de TV: eu estive lá. Antes de ver a Portela do Homem na vista de estrada do Grande Irmão, levaram-me lá num dia nublado e de aguaceiros. Agora só descobri o caminho para as Minas dos Carris. A tentar sentir o ecoar do tempos. Os gemidos daqueles homens esquecidos pelos outros homens, certamente. Eu não garanto que Deus, quando se esquece, o faça para sempre. Há quem garanta que sim.

As Minas dos Carris voltam aos meus carris por colocar nas travessas de madeira. Se tivesse muito dinheiro fazia-me de mendigo e subia como tal a essas minas. A esses homens (aparentemente) esquecidos por Deus. Estranha forma de vida.

A quem é transformado, de repente, em rico, por uma fatalidade da sorte, pode ter este tipo de excentricidades. Garantem os da publicidade do Euromilhões. A malta da Misericórdia ia lá enganar-nos. São pessoas respeitáveis. 

Ninguém me arranjou semente de blocos pedunculados (podiam ser iguais aos de Alpalhão-Nisa). Ruídos estranhos. Vozes de computador a imitarem vozes de duros. Duros a sério. Piores dos que a da Máfia. Regressam todos os dias, com tudo no sitio. Nunca morrem. Só se a PS53 pifar. 

Ruídos de jogos, num salão de jogos. Muitos ruídos, as máquinas acordavam e faziam uma apresentação: Tank a desbravar a Alsácia... Tiger Heli, um apache antes de haver apaches, até a Pin Ball electrónica emitia ruidos, ruidinhos, beeps. 

Vi o que Case via na Guerra dos Tanques, um pouco mais distorcido. De T-Shirt preta, onde se lê: this is not anothe black t-shirt. Indispensável na vida de um homem tal objecto.

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Detesto biografias formais. Mais ainda a minha própria. E não bate a bota com a perdigota. Aquilo de Fulano Tal, etc, etc. Não acrescenta nada às sensações que possa provocar em quem vir os bonecos. Espero que gostem. Estão lá umas estátuas de madeira, fiquei muito agradado com um torso de mulher. Em Vila Nova de Paiva.

Onde deixei os bonecos, nos caixotes reutilizados (de uma grande superfície comercial). Tratam de tudo e são uma simpatia. Tenho que lá ir fazer algum turismo, num dia bom. Até já tenho motorista. Um motorista que se voluntaria para todas as conduções

Estou a procrastinar. Palavra difícil. A adiar. Não me apetece. Apetece-me este torpor de Domingo com chuva. Amanhã podia ser feriado. Dá sempre jeito um feriado depois de um dia em que não se fez muito. 

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Estou mal sentado, não deixo esta cadeira. Já me aconteceu ter ficado aprisionado um fim de semana em casa. Posso ficar aprisionado nesta cadeira. Neste canto. A ponto de não me interessar por nada do que se passa no exterior. Como se fosse de noite, não sendo de noite, um sol tímido voltou.
Canções tristes na matiné? Sempre detestei ir a sitios de bolas de espelhos, de dia. Perdem o mistério.

Os pardais pavoneiam-se na cerca do Cão. Como se fosse o usufrutuários (e são de facto, não pagam é IMI). O Cão foi passear sem autorização, como sempre. Só é obediente à noite.

Estão os bonecos entregues, tratam de tudo. Foram muito simpáticos. Acolhedores. Sendo um lugar quase da primeira vez (passei lá a entregar os editais de incorporação, na Câmara, há alguns anos. Foi da poucas vezes em que fui Chefe de uma viatura do Exército. Tenho que anotar esta no meu CV.

Mais uma almofada (Ah! estou bem melhor assim, que chegue essa cadeira low cost...).

O pó pode acumular-se. Por um processo químico tornar-se cola e secar. Teria móveis de pó, com verniz natural. Tenho a loiça a lavar enquanto me distraio a pensar nisto. Para não me custar lavar a loiça?

Já nem sequer me interessa porque me ponho a devanear, enquanto lavo a loiça. Parece muito pouco prudente. Pouco sensato. Devia ocupar-me de tarefas úteis. Ser uma ovelha bem comportada e conforme ao rebanho.

É o tempo livre que dá essa oportunidade a alguns. De se libertarem do prático e começaram a ter ideias. Ideias próprias, caseiras. A tê-las quer em moradias, quer em apartamentos. Nos transportes públicos. Não tenho mais nenhuma explicação para este desassossego. Podia estar a ver a ginástica na TV. Está demasiada claridade. Escrevo de dia como se fosse já de noite. Não me interessa que horas são. Já devem ser horas de Verão. Verão o quê? Eu não vejo senão carreiras de letras, em Geórgia (andei à procura de um tipo de letra chamado Ucrânia).

A prisão da cadeira supõe saídas sanitárias e para manter o açúcar. Para alimentar ad aeternum o cérebro e as suas fantasias. O que é Aardvark? isso deve ser Sueco.

Onde não é preciso passar as ervas crescerão, sem oposição, o caminho somos nós que o determinamos, até já não determinarmos nada. Está feito o caminho. Apetecia-me uma video-conferência a funcionar bem. Não gosto daquelas que isto parece o cinema mudo. Sendo certo que não se faziam video-conferências nesse tempo. Andavam ocupados a cantar canções patrióticas num cruzador, ou a aterrorizar meio mundo com o Nosferatu. Ou a brincar com bolas de planetários. Aquele pequeno dançarino continua a retratar bem todos os que que querem brincar connosco. Até nos filarem.

Não vale a pena dramatizar: ainda não me sinto, nem literáriamente, um verme. Ainda não regredimos assim tanto. Estaremos a regredir para a Cortina de Ferro, de novo?

Quem é que vão pôr na presidência: o Brad Pitt? Eu preferia bem mais o flibusteiro, ou bucaneiro, Johnny  Depp. Ficava tudo ás claras. Agora que o Arnold voltou, abriu uma vaga para Califórnia. Faz todo o sentido que seja um actor, o governador. Escolhem é sempre malta da porrada, ou cowboys... por isso dar a oportunidade a outros comediantes. Jack Sparrow for governor! 

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- Talk to me, Toni! O Toni não está para conversa, prefere roer a cenoura que acabei de lhe dar.

Estou há que tempos para lá ir fora partir lenha miúda (maldito corrector! Grrr). Não tenho a culpa! Frio e chuvinha fria. Tenho mesmo que estar à borralha, quando muito, guiar o maracujá pelo arame.

Ainda bem que fui ontem andar de bicicleta. Onde está a minha cinta lombar?

Agora chove mesmo. Tenho que me recolher. Não há nada lá fora que possa agora interessar-me. Pão de fibras, com cereais. Uma caneca de café com leite. 7 Quintas. É um quintal, não é uma quinta. E canseiras por sete. Por setenta vezes sete.
Que boa desculpa. Preciso de desculpa ao domingo?

Para o teu hábito, sim! - Diz O Coro, agora revestido da sua nobre função, com uma actualização para Pt-Pt. A Pt-Br dava-me cabo dos nervos.

Esqueci-me já daquele precioso pensamento. Tenho que me acalmar. Tantos links quebrados. Links para páginas não existentes

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A bicicleta permite, mais do que a corrida, disfarçar a falta de forma, por falta de comparência. 

O general inverno e o general inverso. Sou friorento ou tornei-me friorento quando perdi aquela paixão que tinha por correr/andar de bicicleta. O foco da minha dedicação muda, mais vezes do que desejaria, sobretudo nos bons hábitos.

A forma adquire-se com os km, com as subidas que insisto em fazer, mesmo duvidando que as sou capaz de fazer, sem me desmontar. Mas tento fazê-las. Quase sempre consigo. 



Outras não as faço, mas não é somente por falta de força ou de fôlego: a roda resvala e perco tracção, uma mudança não metida a tempo... vocês sabem. 

E ontem ao fim de algum tempo voltei a sentir aquele estado em que se pode rolar durante horas, sem que sinta que vá fraquejar. 

Em que o pedalar se tornou parte de mim próprio, somos a mesma coisa: o chão, a bicla e eu. 

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