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Não é por virem de outras terras. E aqui estarem há mais tempo do que supunha. Não é por serem das terras X ou Y que ali se reunem. Vieram ao mesmo que eu acabo de ir/vir (já cá estou)? Se escolheram a sombra destas serras para viverem a sua vida em liberdade, em comunhão com a natureza. Ensinam a detectar os dragões que dormem. A sua serenidade e amizade é a prova que apareci pelas mesmas razões. Que desta vez não me enganei, que não sonhei apenas com novos mundos, que já os descobri, sem ter que fazer uma cansativa viagem. Que fui logo ao local certo: aquele terra é solo sagrado. É mais de uma segunda casa. É a minha casa. Uma casa em que as pessoas não tem fechaduras. Ninguém me prometeu nada. Alguém me guiou até este local. Com a devida vénia! Obrigado R... por me teres lá levado. É perfeitamente natural ter sido admitido em solo sagrado. Se tal aconteceu foi por merecimento. Se soubesse quais as escadas a subir e qual a porta a bater, não teria conhecido o solo sagrado que me ensinou a escada que devia subir e a que porta bater. Afinal é um Meeting Point. De jogadores de xadrez de domingo à tarde, ao sol e na relva dum qualquer indicio de paraíso. Simbolismo do caraças. A Terra Prometida. A terra Sagrada.

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Meeting Point or Melting Pot. Both.

 

 Where you can find music, paintings, and all other beauty ways of living. Several languages you can spoke. Several languages you can guess. Several languages you can listen.  Several languages you can see. Not only the sounds from all the countries, but the sound of all souls  the, of all souls that search happiness.

This is not only a bar, is a kind of nation, a dream of a cosmopolitan place in the middle of nowhere.

Kapingbdi - Meeting Point 
Kapingbdi - Melting Pot

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A simplicidade do inevitável. A inevitabilidade não anunciada dos elementos da tabela periódica se juntarem, formando novas composições e novos materiais, no mundo físico-químico incomensurável desta ciência, sem números certos, os elementos do caos a sufragar a uma ordem mais complexa.

 

A química obscura de todos os desejos que se podem tornar possíveis.  As teorias da física aceites, sem estarem provadas. As teorias da química que funcionam sem que alguém possa alegar tê-las inventado; todas as combinações da tabela periódica dos elementos, profusamente misturados, a largar metal fundido num molde que se transforma no teu sorriso, no meu sorriso.  

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Marés

21.02.15

Independentemente do modo como decorrem os dias, os quais por força do seu temperamento, oscilavam entre o optimismo e o pessimismo, consoante se misturam humores na sua predisposição. Para além dos humores internos há uma imensa legião deles no exterior a pretenderem fazer-lhe o mesmo. Não é a constipação que impedirá alguns de se misturarem com os internos, provocando estas marés. Se o próprio planeta, sob influência da Lua, se rende num perpétuo subir e descer de maré, dele se podia dizer o mesmo, deitando a culpa ao planeta satélite. 


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Artolas

21.02.15
Talvez seja hoje que me lembre de perguntar o que significa Kapingbdi. Talvez. Agora não me apetece perguntar, apetece-me saltar como um preto, exibir as cáries, pintar a cara, usar ossos no cabelo. Mas não saimos desta fortaleza voadora. Aqui respira-se Africa. A minha ancestralidade a revelar-se tardia, sem remédio. Talvez o Ronnie toque a música do Paris Texas, do Ry Cooder. Eles não precisam de fogões nem sofás. Precisam de cores. Que sei eu sobre isso, do que precisam ou não. Talvez me deixe sentir as peles dos tambores. Um elefante paraquedista a aterrar suavemente, apreciador de guitarras e de peles percutida. Para a dança, não para a matança. Aqui sinto-me em casa, é certo. O que se estranha pode entranhar-se. Pode-se resistir a ventos favoráveis. Alt + F guardar. A seguir todos os passos sem ajuda. Ainda é cedo para que sejam soltos os espíritos residentes. Os conhecidos e os desconhecidos. Os presentes e os ausentes. Os passados e os futuros. Os cépticos e os crentes. 

 

Como uns aprendem a língua nativa, logo com palavras bonitas, audíveis, dito com o cuidado de quem não se quer enganar: um beijo para ti com todo o meu amor. Ouvir dizer isto aqui soa o mais natural. Embora seja pouco usual forma de cumprimentar os amigos. Posso ligar-me não tarda à electricidade, em todos os sons. Cada um tem o seu Martinho da Arcada, mas não vai ser preciso erguerem-me uma estátua. Espero que não. Felizmente quando apontam para mim e dizem o artista, olho para o lado e pergunto: «Quem?». Prefiro o artolas, é mais divertido e muito menos trágico.  

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Dias intensos. Quanta energia existe no espaço livre de vinte e quatro horas? Intensidades. Intencionais. Jorros de súplica. Apelo a milagres. Aquele milagre podia acontecer. Adivinhações. Espanto. Um esconderijo para o tempo. Tudo muito vago. No clamor silencioso do céu estrelado. Da proximidade de terra sagrada. Ou prometida. Tanto faz. São peregrinações que demoram muito tempo a completar. A redenção existe para quem enfrenta o caminho. Quem desiste não pode saber disso. 

 

 

A pureza original inclui homens na floresta, a caçar de arco e flecha? Isso é alguma espécie de obsessão? Nostalgia do jardim? Constipações de Primavera. A amendoeira já começou a florir? Não parece árvore do diabo. Desperta mais cedo. Antes de tocarem os alarmes artificiais tocam os naturais. A luz crescente do amanhecer a entrar pela janela. O corpo físico que suporta o outro.  

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As gravuras do Tomé em Foz Côa, retornado de África. O plano premeditado de Deus para Foz Côa. As águas termais. Quentes. Os desenhos que se percebem, que não os do Tomé. A teoria das galinhas que comem as penas, em ambientes de super-população. Os fenómenos naturais e o abandono da agricultura vão fazer desistir o planeta.  A viúva céptica diz que o prazer em fazer filhos é pecado. Pecado é matá-los, retruca a outra viúva, fazê-los é das coisas melhores da vida, acrescenta a mais descontraída,a única que não veste de preto. Teve dez filhos para dar o exemplo do que diz. O absoluto está nas conversas de comadres.


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Entre pontos

19.02.15
Ponto A

Mensagens publicitárias não solicitadas. Pureza original. Ir de bicicleta em vez de ir a diesel. Acabaram-se os carnavais. Começam os carnavais. Vou agora do ponto A para o ponto B. Vamos ver o que vai ocorrer no ponto B. Tira-te da rotina. Dos hábitos. Toma banho a outras horas. Levanta-te cedo ou não te deites. Lembra-te como era quando eras criança.

 

Nunca me lembro que tenho que encher a pilha antes de sair daqui. Atrasa-me o aparelho de registo dos estados de espírito. Estava de partida. Permaneço e dou conta dum inexplicável evoluir do mostrador de carga, que não evolui. Parou de carregar porque estou a escrever? É falso alarme. Está a carregar. Aguardo por isso? Preciso de mais autonomia, é um portátil que está sempre no mesmo lugar. Eremita, pouco sai do convento. 

 

Ponto B

 

Desta vez envolve um sofá e conversa inclusiva. O exterior é exactamente o ponto B. Quanta energia reside no espaço vazio de um átomo? Existe mesmo essa super-consciência? Será que o sangue doado continua ligado ao doador? 

Está sempre a brincar. - «Que trabalheira seria recuperar todo o sangue doado!». Não se sente suficientemente elucidado sobre nova ciência. Mas é definitivamente "out of the box". Até parece chavão, mas dito dessa maneira foi sincero, orgânico. Demonstrativo. A brincadeira a aligeirar todo aquele assunto profundo. Há alguém disposto a manter-se assim. Não há ali ninguém com traços de banalidade. Todos tem um saber, de que vivem. De novo veteranos e veteranas em qualquer coisa, tanta diferença. No meio de nenhures um oásis na pasmaceira. O nada tem um miradouro perto. Respira-se bom ar. Até feira da ladra privativa, cada primeiro domingo de cada vez.

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Gostaria de vestir de feiticeiro ancestral, totalmente coberto de palha. Com um aviso para não fumarem. A cara pintada de preto com cortiça queimada. Saltar como um gafanhoto. O conforto e o desgosto. O charco habitual. Música, por favor. Para além do borbulhar audível da água a ferver. Dieta prolongada. O soro da verdade funciona. Porque te apoquentas com tudo isso? Os hábitos são paus grossos, difíceis de quebrar com as mãos ou com os pés. Já não estará tudo dito, terem começado as repetições. Vagões e vagões de entulho tirados à terra, cavar um túnel. Executar o túnel.

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Aqui especado nunca espero que batam à porta, acedendo a convites desta natureza, feixes de imponderáveis intenções. Sobre isso não espero saber mais do que já sei. Jamais poderia provar esse envio [impossível pedir recibo de leitura]. Sem destinatária certa. A verificar-se a recepção não se destina a ser intrusiva. O envio pretendeu ser poderoso, sem deixar qualquer vestígio. 

 

Os relatórios confundem-se com os próprios anseios do investigador. É por isso uma investigação privada. Detective de declives. Sem fazer perguntas directas. Não repelir estranheza e o pouco habitual, não pretender estar à vontade. Ela foi tão banal no elogio; não percebi um pormenor que a tocasse. Foi difícil exprimir-me. Quis logo sair dali. Bye Bye aos veteranos da monotonia. Julgamento sumário e sem contraditório. Havia veteranos mais interessantes naquela nave de fim de noite. Do que havia de ainda dela.

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