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Arrelias com o tempo? O ruído que cessa quando peço. Tremem paredes mestras. O pó, que era omnipresente no mundo de Case, aparece quando me dirijo ao local do ruído e peço uma trégua, a bem das gravações, obrigatórias e indispensáveis. Não sou eu que peço. É o gajo que represento ali. Eu não sou para lá chamado. Aquelas obra de duvidosa necessidade. Agora já não podem ser paradas as rotativas. Há demasiadas rotativas em movimento a sugar toda a magra riqueza que se consegue criar. A minha parte é tentar ser simpático e afável para todos. 

 

Não sei se faz parte de alguma operação de charme de duvidosa produtividade. Faz parte do teatro todo que ali existe. Não é uma sala de espectáculos vulgar. Algumas vezes é terrivelmente a sério, o teatro de uns e a desgraça de outros. Ninguém anda ali pelo teatro. Posso comparecer por hábito. Se amanhã tivesse uma chance de os mandar todos ás urtigas, talvez demandasse o Capitão Ópio Jones* e a sua colónia Libertária.

 

*Cidades na Neblina Vermelha, William S. Burroughs

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