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À procura de um utilizador activo. Espreitar o separador. À procura de respostas que não residem nos complexos meandros dos algoritmos, nem nas enigmáticas equações que provam teoricamente o que não se consegue observar, senão através de experiências de validação. Uma lamentável confusão entre a exactidão definitiva das regras da atracção [A Mecânica de Newton] e a incerteza a que elas obedecem [A Mecânica Quântica]. 


Uma lição de ciência. O tempo mais que a divisão por horas. O tempo tinha recomeçado, não havia no ar nada do passado, ainda. A aura modificada pela luz que emitias. A luz que emitiam. 

 

O passado a cobrar as pontas soltas da velha física. Esta é a nova. Baseia-se na incerteza. Na estranheza. No ambiente familiar do desconhecido. O fim do determinismo é o inicio de todas as novas possibilidades. Do seu registo. Do seu viver. Matraquear os neurónios com partículas de compreensão. Exceder expectativas. Um transe em classe económica. A Experiência da Criptoméria. Os mundos revelados, o tempo a cobrar seu tributo em seres frágeis ao seu encanto. Ao encanto, ao desencanto. Ao acampamento base de onde vão rasgar os sentidos. De onde nascem flores em campas de companheiros desaparecidos.  

 

Uma lição que o tempo, mesmo que pudesse ser retorcido, não pode ser observado com os mesmos olhos. Os olhos estão diferentes. Não foi acidental. Foi premeditado, mesmo quando não sabias já estava reclamar a sua parte, a impor-te sem ser de propósito, a desempenhar o melhor papel. A consciência expandida, o pecado original retrovertido.

 

O merecimento era justo. O esforço tremendo. De um lado cores garridas, do outro a face oculta da Lua. A Lua para onde olhava sem companhia. Talvez não houvesse lua, alguém te mandou para lá para que pudesse observar uma Lua que não existia [solipsismo] ou talvez existisse, como não existia ainda o dorso do dragão, apesar de estar defronte de vós. Existiu tudo a partir dali. Ainda existe tanto, conservado em criogenização, sem nenhuma etiqueta que indique a destinatária.


A procura de um utilizador activo não assinala movimento em todos os radares. Uma introspecção pública dos afazeres de partículas sem massa. Bombardear o tempo com fotões e esperar o resultado. Abraçar-se a uma antepara do espírito para não cair em desuso. O utilizador activo pode estar assinalado neste momento, mas não existe porque não está a ser visto. O raiar de todas as possibilidades em aberto.


Apareceu a própria sombra dele mesmo, ao pré-visualizar o que fazia. Profissão desgastante. Ofício manhoso. 

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