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Os cadernos em branco que lhe oferecera são agora lavrados com as anotações necessárias. O destino que ali descreve está em branco, sem mentir nada está o que se escreve neles. Para tudo aquilo se tinha preparado noutro tempo. Precisava de estímulos e da observação para cumprir uma espécie de destino, rumo a antigas pretensões. Em anotações em part-time. Tinha que sentir tudo aquilo para que a veia pudesse despertar. Se era uma missão diria que não tinha conhecimento de nada. Se era confissão, destinava-se a confundir. A atravessar-se no espírito dos outros. Aqueles cadernos oferecidos eram um trunfo, um maravilhamento, a saída da rotina. Poços de despojos. As cores no preto das letras com o branco como fundo. Como correr também pode escrever horas intermináveis, num canto, sem se importar com nada do que o estritamente necessário, sob uma luz led e boa companhia musical, por naquele dia não lhe apetecer por fim, fazer mais nada senão isso, na composição dos romances. Nos perfis do tempo disponível.

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