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Fabio Viale - Mona Lisa de esferovite, em mármore
Andava por ali a pairar, na manhã de sol que se tinha tornado macilenta, uma nova personagem. Começava a ser uma galeria de personagens interessante. Todos eles sempre em contra ciclo com alguns valores inquestionáveis, como o trabalho (a família do Vale Fértil e o pândego da Conjura de Saltimbancos, que não aceitou o lugar na única fábrica de cimento) ou até toda a maneira de olhar para a civilização. A sociedade de consumo molda as acções humanas há tanto tempo que se deve ter inserido no ADN e apenas alguns felizardos lhe conseguem escapar. O próprio ... lembra-me o autor ter um pai cuja importância que dava a isso era pouca, embora vivesse disso. De ser proprietário. Seria um individuo conformado com os rendimentos que tinha, sem interesse por os aumentar, sem se afadigar por isso. Não terá ficado surpreendido por o filho querer ser escritor, desejo manifestado aos dez anos. Há muito de biográfico naquilo que escreveu. O quotidiano da vida que viveu foi de acordo com aquilo que pensava. 


Fabio Viale 
Há até entre os que estão no outro lado, um secreto desejo de que tenham sucesso, os conspiradores. Há quem esteja dentro de um sistema de valores e lhe seja fiel, e admire quem ande em outros.

Por isso Gohar, o professor universitário que decidiu ser mendigo, era a tal personagem que se começava a insinuar. Neste altura dos acontecimentos, já há bastante gente no salão, e nenhuma dessas personagens se esquece facilmente. Não prevejo altercações porque nenhum deles deve achar que as suas opiniões valham um desentendimento sério. É uma confraria de cépticos.  

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