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Ainda não escrevi nada e este tipo já está aflito, porque não conseguia guardar o nada que aqui estava escrito. Espanta-me que não seja sensível a isso. Vim ter aqui com um clique decidido. Estava aqui e já me tinha ido embora, ao voltar deparo com a faixa rubi, a avisar de que não tinha sido possível guardar. A opção foi ignorar tal interrupção na salvaguarda temporizada. Se nada havia para guardar, nem uma frase. Também serviu para me dar conta de que, apesar do clique decidido, ainda não sei porquê estou aqui. Não estou demente, não sofro de nenhuma doença mental. Estou no uso regular das faculdades mentais. Sei evidentemente, que neste rectângulo a imitar uma folha de papel (continuo, sem os furinhos das impressoras matriciais), se pode escrever, escolher entre sete (número muito suspeito, senhores do Blogger) tipos de letra, mais pequeno, pequeno, normal, grande e maior. Escolhas a mais visto ainda não ter a certeza de qual o melhor tipo de letra para o exterior. Para aqui, sei que não há o tamanho que quero. Talvez vá Enviar opinião. Quando me apetecer. 

Há também os inefáveis Bold, Italic e Underline. Com escolha de cor e de fundo. Há atalhos para fotografias, link e filmes (do Youtube, a pobreza é franciscana em imagens móveis). O inevitável alinhamento de texto. Nunca precisei das numeração automática, muito menos dos símbolos antes de cada novo parágrafo. Falta um alinhador de altura do texto. Sei como isto funciona. Continuo sem saber o motivo de estar aqui.

É uma falta de educação entrar-se na casa de alguém, não lhe dirigir a palavra, neste caso, como é uma moradia digital, não se colocar um Link. Ainda me lembrei que fosse por causa do concurso para concluir qual o tipo de letra e o tamanho adequado aos leitores, ou visitantes, ou público-alvo (a tecnologia é mesmo fria!). Sou muito renitente à acção-resultado de concursos. 

Estando farto de falar, ainda não disse nada, isso é que é falta de educação. Começo com reclamações, como se os dramas domésticos fossem conversa para se ter em público. A certo ponto quase que resvalo para tornar isto um tutorial incompleto para tipos mesmo muito nabos. Como sempre isso seria fastidioso e aborrecido, ainda mais aborrecido do que estas justificações que ninguém pediu, vale mesmo mais pedir para ser apreciado, sem ser famoso, do que pedir justificações. Ninguém gosta de ouvir justificações, nem plausíveis, nem das outras todas. Por isso ninguém, nem em textos mortos, as pede. 

Esplanadas de observação mundial não existem, apenas as cadeiras com vista para três modernas bombas de combustível, o sangue do avassalador mundo moderno. Sei que sou mal agradecido, Que podia até não haver nenhuma esplanada. Uma que pudesse depreciar as vistas. Talvez me tenha sentado lá três ou quatro vezes. Nessas noites, nunca vi as bombas de combustível nessa missão alimentar este modo de vida, talvez estivesse de costas ou mesmo que as olhasse, não as via. Nem assim. Também não tinha interesse nenhum por esplanadas, mesmo em conceito, que são as que mais frequento, por esse motivo. Três mesas exteriores, sob a protecção toda poderosa de uma cobertura moderna, com lâmpadas néon e tudo. Podem ser consideradas uma esplanada?

É por isso que frequento esse conceito da grande esplanada mundial, a qual fisicamente pode ocorrer em alguns momentos e locais, em esplanadas mesmo ou em qualquer ajuntamento que envolva estrangeiros. Estrangeiros de fora. Há tantos estrangeiros por aqui, que falam a mesma língua. Os estrangeiros são tipos a quem não ligamos nada, como a tantos conterrâneos. Chamar-lhes estrangeiros só porque vivem mais longe não chega. E os de cá são o quê? 

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