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Eu estive lá

30.03.14
E como diz sempre um tipo, num anúncio de TV: eu estive lá. Antes de ver a Portela do Homem na vista de estrada do Grande Irmão, levaram-me lá num dia nublado e de aguaceiros. Agora só descobri o caminho para as Minas dos Carris. A tentar sentir o ecoar do tempos. Os gemidos daqueles homens esquecidos pelos outros homens, certamente. Eu não garanto que Deus, quando se esquece, o faça para sempre. Há quem garanta que sim.

As Minas dos Carris voltam aos meus carris por colocar nas travessas de madeira. Se tivesse muito dinheiro fazia-me de mendigo e subia como tal a essas minas. A esses homens (aparentemente) esquecidos por Deus. Estranha forma de vida.

A quem é transformado, de repente, em rico, por uma fatalidade da sorte, pode ter este tipo de excentricidades. Garantem os da publicidade do Euromilhões. A malta da Misericórdia ia lá enganar-nos. São pessoas respeitáveis. 

Ninguém me arranjou semente de blocos pedunculados (podiam ser iguais aos de Alpalhão-Nisa). Ruídos estranhos. Vozes de computador a imitarem vozes de duros. Duros a sério. Piores dos que a da Máfia. Regressam todos os dias, com tudo no sitio. Nunca morrem. Só se a PS53 pifar. 

Ruídos de jogos, num salão de jogos. Muitos ruídos, as máquinas acordavam e faziam uma apresentação: Tank a desbravar a Alsácia... Tiger Heli, um apache antes de haver apaches, até a Pin Ball electrónica emitia ruidos, ruidinhos, beeps. 

Vi o que Case via na Guerra dos Tanques, um pouco mais distorcido. De T-Shirt preta, onde se lê: this is not anothe black t-shirt. Indispensável na vida de um homem tal objecto.

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