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Por vezes quedava-se mal disposto. Por irrisórias preocupações. Apetecia-lhe reinventar a linguagem.

Inventar palavras novas, quando sentia que as que tinha combinavam de modo habitual, e lhe faltava o génio ou o sofrimento para as deslaçar do seus habituais companheiros. Juntando-as a outras de modo pouco habitual.

A isto pode-se tentar chamar vários  nomes.

Não se dizem nomes.

 

 [sem que fosse animado por qualquer ideia sobre como isso se poderia fazer, sem a desrespeitar...]

 

Nada disto é a sério. São crianças que brincam no descampado. São flores selvagens, não especialmente belas, resilientes, por si mesmas.

 

São acordes de viola acústica. O sono dos inocentes. O novelo a formar uma enorme bola.

 

Um esconderijo para o tempo? Canções pouco ouvidas. Não se trata de religião. Indiferença respeitosa.

 

A terra de onde provém está infestada de acentos, de excepções. Garimpa em suor e pouca convicção, alguém que se senta num velho baloiço e sabe que cresceu. Em elipse. A trincheira não era demasiado funda. Qual trincheira? era apenas uma miserável cova, com proporções do medo.

 

Há quem não precise deste blá!Blá!Blá!

Ele não precisa deste nem de nenhum. Precisa dum próximo, se houver. Há sempre sobras de palavras amontoadas que ninguém quis.

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