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Não sei se demorei demasiado tempo a perceber a maneira de lhes resistir. Eu não vou fazer sozinho nenhuma revolução. O povo também não a fará. Foram raros os momentos em que o povo se ergueu para se libertar da opressão. E fazer-lhes frente não vale de nada. Seria esmagado tão eficazmente que nem davam por nada. Nem dizia um ui! 

Também sei isto. Sei  que o que digo nada vale e não incomoda sequer quem devia incomodar. Eles estão a borrifar-se para mim e para todos como eu. O facto de ainda poder verter tudo isto aqui prova bem que sou inofensivo.

Que ladro muito e nunca mordo. Também não tenciono nem queria verdadeiramente, morder. Deitar o dente a um livro é bem melhor que morder. Até porque esse contacto pode envenenar-me ainda mais. 

E como tenho medo de sair da gaiola dourada onde tenho vegetado, trabalhando afadigadamente, para que os interesses públicos, os interesses privados e os interesses público-privados me comam não só o espírito, como a carteira, terei que os continuar a aturar, enquanto legalmente me tento libertar. Digo legalmente, porque eles até o papel de decidirem tem, de nomear os peritos, para fazerem avaliações para eles e com eles. E como é legal.

Estranho é que estão todos concentrados em mim neste momento. Não é nenhuma conspiração. É apenas o que fazem na vida. Não cheiram mal expressamente para mim. Cheiram mal. Cheiram-me mal. 

A estratégia era simples: esperava que, com a minha desvalorização, na bolsa da conformidade, não reparassem tanto em mim. Repararam. Vão continuar a reparar em mim. Eu nunca quis esta atenção toda. Sou avesso a popularidades e o que penso de tudo começa a não ser conforme o que todos pensam. Não esperava tanta popularidade. 

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2 comentários

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Pérola a 27.05.2014

Nem sempre acontece o que esperamos.

A popularidade pode ser boa, depende, como em tudo.

Beijo
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Eduardo Andrade a 27.05.2014

Não é popular que quero ser, quero transtornar almas.

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