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Ganhou asas por vezes, as asas da temperatura de serviço certa para o exercício, asas para se esquivar ao incitamento a parar, asas para perceber num delírio de dopamina, que as asas eram muito maiores, mais capazes de percorrer outras distâncias, que o mancebo que havia sonhado criar porcos, era enquanto representação do porco que nunca criou, o porco flutuante da capa do álbum Animals

 

 
Assim se completa um ciclo, com a simplicidade de uma imagem ocorrida num surto da euforia do corredor, uma capa, uma imagem parada, a olhar para muito mais longe, para onde se torna necessário olhar, o horizonte não incomoda, nem o sol baixo da tarde primaveril.



 
 
Agora que tudo existe de modo diverso do previsto. Agora que quaisquer previsões ou convocatórias se mostram silenciadas pelo horizonte visto daquela posição anacrónica dum porco flutuante. Em vez de um caminheiro a subir a montanha.



 
Está pronto para o amanhã, as potencialidades são o concreto gesto e o concreto viver. São o som do antigo que continua a despertar para a incerteza de tudo, menos do movimento. Do mar visto, da distância ao iodo. Do vento cortante. Do doce regresso. A maior obra de arte é a vida e a maneira como se consegue vivê-la. 

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