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A moderna música electrónica não me interessa. Todas essas variantes de trance, de psi-trance e de não sei quê mais, apesar de lhe ter dado em dada altura algum crédito, na época em que fartava de correr, sempre com música nos ouvidos. 

No entanto, mantenho com um festival desse tipo de música, que se realiza em Idanha-a-Nova, durante muitos dias. Toda a minha expectativa seria sempre para me inspirar profundamente, não com algum banho de multidão, mas aquela multidão, cheia de estrangeirada. Tenho curiosidade relativamente a todos esses que possam assim ser designados. É um festival para se estar. Boom Festival

Duas semanas por ali certamente que evoluiriam depressa demais, não me iria sentir prisioneiro, conforme penso que sentiria, apesar de tudo. O regresso à realidade seria sempre muito doloroso.  Uma vez que não tenho possibilidade de viajar e encontrar todos esses estrangeiros, vou ali vê-los. Os artistas que se divirtam e divirtam o público. 

Estaria algures a tentar captar toda aquela gente, a ver se são mesmo estrangeiros, como os designamos, ou o que são, o que comem, que línguas falam.

Num ambiente assim há sempre uma maior descontracção. A tal que pode propiciar todo o tipo de histórias, contadas ou subentendidas. Eu iria sempre nesta missão não secreta, decerto levaria uns cadernos, e não os usaria às escondidas. Um laboratório social, favorável porque somos transplantados para o meio de uma experiência social, num contexto fora da nossa rotina. 

Há certamente, entre toda aquela gente, gente cuja vida é bem diversa das vida das nove às cinco (seis). No meio deles há certamente alguns que poderia ainda observar mais de perto, não receando qualquer contágio, apenas não invadir a privacidade dos seres. 

De qualquer modo tenho uma boa justificação: No tickets at the gate. Não continuam a publicitar um festival que já está esgotado... embora servido por magníficos meios de transporte...

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