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Atrasado ou perdulário. De onde vens tu? Trazes para aqui essa inquietação, esse remoer de dentes. Não estou interessada, não precisas de dizer, vens duma terra perdida, de memórias escoiçinhadas, de entardeceres ébrios, do abismo que começou a olhar para ti depois para ele olhares tão . Dispensa qualquer carpideira, qualquer sentimento de culpa. A tua solidão é cósmica, não existe aqui, sempre existiu  em ti, na procura das respostas que ainda não te foram reveladas. Não tenhas pressa. É do que não aconteceu que tens saudade. O cosmos que pressentes está invariavelmente esgotado. Na face oculta. No formular constante do perjúrio, na afronta aos deuses.

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