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Podia dar-se o devido destaque à invenção do corta-unhas, dividindo o tempo antes e depois da sua invenção. Exagerar a importância do corta-unhas pode parecer ridículo. Mais ridículo de que ter que voltar atrás e corrigir a pontuação da palavra. Se não tivesse nascido com aquela língua nunca a aprenderia na íntegra. Sempre se tinha portado como um inepto gramatical. O ridículo disso pretende ser cómico, ao dar cabo da noção da importância de algo tão imutável como o calendário. Como se o calendário não pudesse mudar. Os corta-unhas são uns instrumentos de capital importância quando temos as unhas grandes. De que maneira eram cortadas as unhas antes da sua invenção? Acresce a meu desconhecimento absoluto em história prática. Jamais saberei toda a extensão da invenção do clipe. Toda a história do agrafador jamais a contará, mesmo que os bocejos sejam o aviso do regresso breve ao breviário de tudo o que não é simples. Receitas imponderáveis. Confusões evitáveis. Que faz ele tanto tempo a escrever para uma televisão? Não há ainda quaisquer notícias da frente que decide a contenda. Faz por não esperar impaciente. A impaciência de querer mudar tudo quando ainda nada mudou. Só a iminência da mudança. Não vai ser uma mudança para aliviar o andamento, mesmo sendo o terreno constituído por diversos relevos. Nem o olá aos relevos lhe fez mudar um alfinete em todos os clipes e agrafos que tomam decisões. A única decisão recente que tinha tomado tinha sido, por isso, cortar as unhas. Porque tal se tornava necessário. Apenas por isso. Para se livrar dos óleos e dos silicones de sobra, mesmo não sendo nenhum trabalho a devolver-lhe uma umas unhas de escrivão de teclados. Para além de dentes precisava de olhos novos um dia qualquer. O teste vencido de passar uma linha preta pelo buraco da agulha. Também tinha que passar pelo buraco da agulha. 

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