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- Ainda perguntas? - indignou-se o guarda. - Não vês que estás a dormir debaixo da estátua do Despertar da Nação? Respeitinho, ouviste? No rosto sujo e cheio de rugas do homem, apareceu uma expressão de cansaço, como a admoestação do guarda lhe chegasse de uma distância incomensurável, sendo necessário um esforço sobre-humano para compreendê-la e assimilá-la. Fechou o olho e respondeu com morosa gravidade:- Temos tempo. Quando tiveres acordado toda a nação, vem-me dizer. Porque é que eu havia de ser o primeiro? E voltou a adormecer.

Uma Conjura de Saltimbancos
Albert Cosserypág. 153 - Edições AntígonaTradução Ernesto Sampaio



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