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Destensa. Várias vezes repetida a frase. Alto em som ou em pensamento. Em vários momentos daquele piso cheio de xisto, a fazer tremer o selim. Ou pedras soltas a alterar o rumo do volante. Retirar tensão. Ímpeto. Quando dava o máximo possível, sem olhar para contador (recuperado por um golpe de vista. Guardado ao seco durante o inverno). Passar a pedalar regularmente, sem sobre-esforço. Um braço de água. De um lado ao outro são duzentos metros de água. No caminho florestal que circunda essa língua de água. Primeiro rolou para lá e retrocedeu quando o caminho começa a subir. De novo o jogo de Destensar, de vez em quando. Sentou-se naquela esplanada. No único local onde se senta para beber uma cola. O vento abana as folhas das árvores, parecem primos dos carvalhos, o chão é em calçada portuguesa. Ouve-se falar inglês. Podia ter trazido um livro e ficar por ali. Impossível permanecer mais tempo, olhar para as pessoas que por ali permaneciam. De novo o caminho florestal e aquela subida, que era menos íngreme que o alcatrão por onde tinha vindo. Uma subida a escalar bem, feita sem recurso à avozinha. Em esforço controlado. Com troços mais íngremes. Termina numa pocilga. Pensa nas costeletas dos supermercados, que não cheiram aquilo que está a cheirar. Os antigos e emocionantes caminhos florestais levem-no para um que tem uma ponte bastante forte para a importância daquele caminho. Cujos acessos lhe lembraram uma Via Romana. Numa bifurcação optou pela novidade e à terceira bifurcação descobriu um novo caminho, mais a oeste. Vem desembocar em bom sitio. Quando se pedala por gosto todos os caminhos desembocam em bom sitio. Ainda foi fazer mais uns quilómetros para compor o contador. 

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