Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]


A clausura absoluta de certas horas. Há demasiados objectos. Demasiado peso. O desprendimento para o descanso. Insiste com Satin Doll, daqui não se vai para acontecer nada. A nostalgia q.b. para misturar na despedida. A clausura como passatempo. A clausura como contratempo. Colocar a cabeça na almofada e na clausura da consciência. Desejar a luz do dia. Desejar o dia para que aconteça enquanto dia. Desejar nada desejar, supremo desprendimento, liberdade difícil. Liberdade ou obstinação, refúgio da razão, refúgio do conforto. A mansa clausura de um Jazz de fim de noite. A chama deposta. A chama reposta em qualquer canto a proteger-se do frio. Aquecer-se com música de maestros, aquecer-se com os melhores coletes salva-vidas. As rotas esbatidas. As rotas abatidas. As bombas para a fotografia. A fotografia de si naqueles rebordos, a pulsão, as asas de Ícaro, as suas próprias asas, assim derretidas. O mar e os vulcões, a dualidade e a impossibilidade. As cicatrizes da dignidade. As mãos estragadas do artífice. Desempacotar agasalhos. Esperar activamente. Limite razoável para avançar, atravessar, moldar o papel com todas as graças concedidas. Continuar quando devia desistir, recomeçar a tentar celebrar, recordar, reconhecer, confrontar, enformar um sentido justo e recompensador. Debelar as forças da noite, passar o pano pela aura. Encerrar livros. Estranhar-se não se estranhar. Entre delírios de febre, entre delírios de aquietamento. No ar rara-feito suster a respiração, alcançar o que possa ser alcançado. Permanecer o tempo necessário sem perder os sentidos, a noção do espaço e do tempo. Um destino a meio. O gato à espera que declarem se está vivo ou morto, se está nos dois lados ou ...

Autoria e outros dados (tags, etc)