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Mero desleixo

22.09.14

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Resumido aquele mal estar pós laboral, com as endomorfinas possíveis de convocar. Custa-me estar impedido de realizar as minha funções, de vegetar à espera que uma aplicação ressuscite para a normalidade dentro da mudança. Sucedem-se as ordens e as consequências. Sucedem-se as descobertas surpreendentes do que a aplicação ainda andou a fazer nas últimas horas de vida. Detectam-se os erros humanos não passíveis de evitar, faz-se o que é necessário como no tempo antes de haver aplicação. Os relatos são de ordens diferentes, de diferentes interpretações e posturas.

 

Hoje senti na voz de alguém a resposta que lhe dei. A sua demanda foi para O Castelo... e esse alguém do outro lado da linha me dá conta que até para vir ali seria difícil arranjar transporte, quanto mais para... até que tudo o que se possa fazer para evitar que vá para O Castelo, ainda vou ter que dizer que lamento muito, mas é assim que estão as demandas. Informações destas darei bastantes, mais do que as que gostaria de dar? É apenas trabalho que foi transferido para mais longe. Abunda o espaço por aqui. Estou aqui, mas não sinto que me posso achar ocupante fixo daquela cadeira, pode o Sr. Klamm a qualquer momento mandar-me chamar, através do mensageiro Barnabás.

 

Aquele ar de prolongamento de férias é que não me larga, começo a sentir falta do que dá sentido à minha existência ali. É apenas esse estado de inutilidade que não gosto de experimentar. De ter sido metido nesta peça tão mal encenada e não poder fugir deste papel ridículo em que me julgo encontrar. Não por muito mais tempo. O esvaziamento do espaço ocupado pelo dobro das pessoas soma-se ao esvaziamento de demandas, ao esvaziamento de utentes. E é mesmo por todos esses utentes sem voz, que não podem influir em decisões, que se decidiu afastá-los ainda mais da casa da justiça. 

 

Alguém antecipou uma catástrofe para a justiça Portuguesa para o dia 1 de Setembro. Já a estamos a onze de Setembro e ainda não se sabe bem o que aconteceu à aplicação. 

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Fiquei mais descansado. Depois de isentarem a malta do culpa que não temos, faltavam estes esclarecimentos. Em primeiro lugar porque interiorizámos que o contraditório nos serve para a descoberta da verdade. Esta verdade que conheço:

 

«Faltava a ouvir quem sabe, quem O H@bilus/Citius está instalado nos tribunais portugueses desde o ano 2000/2001 e foi desenvolvido de acordo com os padrões tecnológicos da época. Funcionou ininterruptamente até ao dia 26 de Agosto de 2014.
Durante mais de uma década não sofreu qualquer crash que se tenha prolongado por mais de algumas horas, regra geral, paragens devidas a avarias de equipamentos (hardware) ativos ou passivos. Durante o mesmo período foi objeto de diversas auditorias efetuadas por entidades independentes e em nenhuma dessas auditorias é referida inconsistência ou falta de qualidade dos dados.»

 

 

A que desconheço, a verdadeira, a quem aconteceu na sombra e que potenciou este desfecho. Lamento que estes esclarecimentos não cheguem à comunicação social. Chegarão concerteza a quem tiver que avaliar responsabilidades por isto. Ou ninguém vai ser responsabilizado? Mas também podem chegar se tentarmos que chegue através de TODOS OS MEIOS DISPONÍVEIS, porque os meios dos nossos colegas que a criaram, não têm o mesmo alcance dos comunicados do IGFEJ.

 

Apresentado o contraditório, as pessoas farão certamente o seu juízo de valor com mais matéria de facto para o julgarem. Partilhem isto.

 

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Permitir-se a crónicas oficiosas sobre a dimensão da mudança. Fanecas acha que ainda é cedo para atingir o real alcance daquelas mudanças. Sabe que quanto pior for a dimensão dos novos problemas, mais vai ser bombardeado pela revolta dos demandantes, justa revolta para a qual oferece apenas a cara. Sabe que vai ter que trabalhar para além do que será o seu horário de serviço, sabe que poderá, na nova função de bombeiro, ser chamado ao Castelo ou a outro local. Apesar de todos os desconfortos, como bombeiro, sabe que é preferível isso, do que enfrentar a ira dos demandantes, porque ela é justa.  

 

http://pancadariaoanoitecer.blogspot.pt/2014/09/a-ira-dos-demandantes-o-interior-sem-lei.html

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Para além da incompetência territorial, que pode fazer jeito ou não, há outra que todos reconhecem haver às carradas em Portugal, sendo que logo que alguém se mete a caminho para encontrar os incompetentes para preencher essa sala, fugiram todos. Ora esta!
 
Circulam muitas caricatura a métodos de gestão. Mas não é por comités e subsecções que prosseguiremos, esses são fáceis demais, embora ninguém saiba o seu nome. Quais comités e sub-secções? Há tantos?

 

http://pancadariaoanoitecer.blogspot.pt/2014/09/o-sistema-funcionar.html?view=classic

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O que está a acontecer nos tribunais é uma barbaridade. A locomotiva, embalada como foi, não pode ser evidentemente travada. Poderá ser corrigida. Quem quer o retrocesso nem sabe o que pede. É uma barbaridade na forma como está a acontecer, por atropelar direitos das pessoas, básicos. Por ser mais uma vertente do esvaziamento do interior. Por vir a exigir de todos os intervenientes uma paciência de Job, cujo resultado será um atraso substancial, não quantificável. 

 

Para tudo estar pronto em Setembro tudo o que foi feito e o que começou a ser feito, já deveria ter sido feito em férias. Os intervenientes, seriam depois compensados justamente mais tarde. Até por evitar o que se vai seguir... cujas réplicas vão persistir na dificuldade acrescidas de quem tem que colocar tudo em modo piloto automático, de novo.

 

Podia ter sido feito em fases, tendo em conta a prontidão das instalações e os quadros assegurados, as colocações sem reclamação, as reclamações de todos que vão surgir quando a malta, por assim dizer, começar a experimentar na pele o distanciamento da justiça. A ter que pagá-lo do seu bolso, para além das taxas, e não vislumbrar nenhuma celeridade.

 

Deviam os mais numerosos ter sido informado das novas disposições de lugares, para quem tem que mudar de vida se preparasse atempadamente. De não se protelarem trocas e se façam pequenas cirurgias, ajustamentos, cuja urgência se pede, para contribuir para a normalidade e a concentração.

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Passei aquele tempo a fazer de conta que era o John Wayne ou o Schwarzenegger, para conseguir representar bem aquele papel e lhe dar a verosimilhança da selva. Cindido o véu com os heróis oficiais, a albarda cá continua. Ainda perdurará o tempo que o necessário abrandar do metabolismo conseguir. Uma inscrição num marco da estrada iniciática, revisitada como quimera. São duvidosas até para o narrador, supostamente omnisciente. Terá elevado a piedade a virtude revolucionária?

 

http://pancadariaoanoitecer.blogspot.pt/2014/08/o-segredo-da-opressao.html?view=classic

 

 

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O Coronel Cathcart, no livro Artigo 22, de Joseph Heller, aspira a ser general. A guerra serve para isso mesmo, para ele ser promovido. Uma das maneiras escolhidas foi aumentar, ao longo do livro, o número mínimo de missões que cada piloto, artilheiro, navegador tinham que executar. Até o médico, que jamais punha um pé nos aviões, constava das folhas de voo. Com resultados trágicos, uma vez que o Dr. Daneeka vai falecer numa dessas missões e é oficialmente declarado morto.

 

Ao coronel Cathcart pouco importava que morressem homens que, em teoria, já deveriam ter sido dispensados daquelas missões. Ele tem que ser general. Todos os outros coronéis aspiram ao mesmo e por isso desenvolvem toda a sua acção nesse sentido. Nem todos dispõem assim de homens para servir de alicerce à suas promoções. Mas apenas porque não dispõem.

 

O General Dreedle vai ao ponto de pedir fotografias dos bombardeamentos, com uma determinada geometria de destruição. Não se podia lançar bombas à balda.

 

Em tempos de paz os coronéis enfastiam-se. Há muito menos margem de manobra para inventar motivos para se ser escolhido para a promoção. Imagino que seja um tempo em que essas aspirações são menos prementes, em que não há tantas possibilidades de progredir. Até porque no nosso há imensa gente em posto superiores, demasiada, se comparada com exércitos congéneres.

 

No reino das ambições de promoção há mais gente com essa vontade, legítima. Se para isso é preciso lançar mão dos expedientes necessários para aliviar os bolsos do povo, então nada melhor que umas operações de nomes pomposos. A malta anda distraída, andam por aí os emigrantes a matar saudades do tinto, há sempre uns incautos prevaricadores, ignorando os avisos televisivos das operações.

 

Uma boa parte desses prevaricadores sabia que prevaricava, não sei se sabia que havia uma operação, mas há sempre essa possibilidade. Para alguns as consequências não são as esperadas. Para além de desenvolverem, com a natural dificuldade de qualquer serviço do estado, a sua actividade, há também em alguns essa ambição da promoção. Todos nós conhecemos pessoas cujo lema é não deixarem passar nada. 

 

As operações agradam a todos que com elas lucram. Não agradam nada a quem é apanhado, nem que não tenha a culpa, em urgências. A mim não me agradam. Não gosto da autoridade, é uma palavra dominadora, que vai além na invasão da vida das pessoas. Uma intromissão. 

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Sem necessidade de consultar qualquer especialista, descobri logo de manhã, a razão de uma parte substancial do mal estar nacional. Hoje muitos portugueses dormirão muito mais descansados, depois de ter sido criada a Entidade Fiscalizadora do Segredo de Estado, isto porque com toda a naturalidade foi aprovado o Regime do Segredo de Estado.

 

Era um velho anseio dos Portugueses esta entidade, que vai fiscalizar violações de Segredo de Estado. Embora a maior parte, na qual me incluo, não saiba em concreto de que segredos estamos a falar. Se são segredos e ninguém sabe. Não fica mal ser ignorante neste aspecto.

 

O que contradiz um pouco a necessidade de tal Entidade Fiscalizadora. Fiquei bastante aliviado por não ser mais uma Autoridade ou uma Entidade Reguladora. Nunca mais ninguém vai ouvir falar nisto, porque quem viola segredos de estado pertence à categoria dos que raramente são responsabilizados por alguma falha.

 

Também nunca me vi a colocar ligações para o Diário da República Electrónico. Podiam pensar que era um texto inventado por mim. Acerca dele, cuja leitura não sendo obrigatória, obriga a que se saiba quais as disposições por lá tomadas.

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O açúcar é um dos engodos modernos, uma daquelas substâncias que o homem descobriu, cujo prazer mortífero pode ser comprovado. Uma daquelas coisas que não constavam da lista do homem que saia para caçar para sobreviver. O açúcar percorre o corpo, devastando-o, corroendo os dentes, deixando despojos do seu prazer na silhueta. Percorre também o rasto de todos os que aproveitam dele de outro modo. Da riqueza que alguns embolsam. «Não tive a culpa de ser assim guloso, não me ensinaram nada de relevante sobre o açúcar, deram-me doces...» - pensou.

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