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Está uma manha radiosa, temperatura amena, sol. Todas as promessas por cumprir. Não é a temperatura que transforma este verão chocho em verão quente. Já lá vão os atentados à bomba e as FP-25. Nem isso nunca me interessou muito. Não sei em que circunstância seria capaz de manejar uma arma a sério. Talvez se me mandassem, o que é pouco provável. 
Desta vez não tenho nem intenção, nem se a tivesse, poderia concretizá-la. Não haverá nem continuação dos Trabalhadores Temporários. O trabalhador temporário sou eu, enquanto ouço o primeiro álbum da Nicole Eitner and the Citizens - Alexandre Frazão na bateria, Miguel Meneses no contra-baixo, Viviena Tupikova no violino. I Am You.
Felizmente posso ouvi-lo no MEO Music (não me importo de fazer publicidade, o serviço faz parte do contrato, e é um excelente serviço), o que garante som de primeira, e dez músicas para baixar por mês. Coincide andar metido com outros sons, talvez me liberte do rock n' roll. Distraído como sou, tenho ignorado este talento todo, esta voz límpida. Foi aliás a canção de promoção do novo álbum, Winning Day, que me lembrou que devia ouvir as suas canções todas. Não sou daqueles que se diz fã e conhece apenas duas ou três canções. Não ponho gostos em canções de que não goste mesmo e quando me aventuro a ouvir normalmente sei que vou gostar. 
Estou a pensar a adicionar Winning Day à colectânea de despedida. Farewell to Middle Earth. Este álbum é pouco adequado a despedidas, no entanto se resisto a uma qualquer tristeza a ouvir  Mind Theather ou De Longe o Mar, está-se bem. Estaria melhor se não tivesse este trabalho. Empacotar o essencial para me ir embora. Deixar cá tudo o resto. Isso seria plano excelente. Vivi durante boa parte da vida, assim, em andanças e mudanças. Já tenho essas experiências todas para poder antecipar cenários. Com a casa às costas, os sacos foram-se transformando em camionetas de mudanças; as minhas e as de outros familiares. 

 

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Já me passaram a música. A fonte do som está agora mais perto do rede dos pensamentos, ou daqui. É muito fácil encontrar um som que agrade no meio do jazz, seria bem mais difícil encontrar um CD dele. Porque não tenho, embora comece a ter canções destas. Há imenso para descobrir até me enfadar. Terei chegado à idade em que se pode apreciar jazz? Que começo a apreciá-lo e a conhecer, sim, que estou na idade para isso, parece-me questionável. É um dos lugares comuns que sempre ouvi sobre o jazz.

 

 

 

Ouvi esta Senhora ao vivo pela primeira vez, fiquei de imediato fã da sua voz. O álbum vai ser lançado em Setembro, Fade to Shade. Foi convidada por Rodrigo Leão para fazer a primeira parte do concerto nas Festas do Mar, em Cascais. Agora mais do que nunca se aproximam os sons que ouço com os ambientes em que canta. É uma canção fantástica. 
 
«I put a smile in my face and disapear..»

 

Winning Day - Nicole Eitner

 

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A moderna música electrónica não me interessa. Todas essas variantes de trance, de psi-trance e de não sei quê mais, apesar de lhe ter dado em dada altura algum crédito, na época em que fartava de correr, sempre com música nos ouvidos. 

No entanto, mantenho com um festival desse tipo de música, que se realiza em Idanha-a-Nova, durante muitos dias. Toda a minha expectativa seria sempre para me inspirar profundamente, não com algum banho de multidão, mas aquela multidão, cheia de estrangeirada. Tenho curiosidade relativamente a todos esses que possam assim ser designados. É um festival para se estar. Boom Festival

Duas semanas por ali certamente que evoluiriam depressa demais, não me iria sentir prisioneiro, conforme penso que sentiria, apesar de tudo. O regresso à realidade seria sempre muito doloroso.  Uma vez que não tenho possibilidade de viajar e encontrar todos esses estrangeiros, vou ali vê-los. Os artistas que se divirtam e divirtam o público. 

Estaria algures a tentar captar toda aquela gente, a ver se são mesmo estrangeiros, como os designamos, ou o que são, o que comem, que línguas falam.

Num ambiente assim há sempre uma maior descontracção. A tal que pode propiciar todo o tipo de histórias, contadas ou subentendidas. Eu iria sempre nesta missão não secreta, decerto levaria uns cadernos, e não os usaria às escondidas. Um laboratório social, favorável porque somos transplantados para o meio de uma experiência social, num contexto fora da nossa rotina. 

Há certamente, entre toda aquela gente, gente cuja vida é bem diversa das vida das nove às cinco (seis). No meio deles há certamente alguns que poderia ainda observar mais de perto, não receando qualquer contágio, apenas não invadir a privacidade dos seres. 

De qualquer modo tenho uma boa justificação: No tickets at the gate. Não continuam a publicitar um festival que já está esgotado... embora servido por magníficos meios de transporte...

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Linda Martini arrasam Paredes de Coura
Foto Rui Oliveira/Global Imagensartigo no Jornal de Notícias:
 Linda Martini arrasam Paredes de Coura

Os Linda Martini electrificaram a tristeza. Parte dessa electricidade é emitida pelos dedos de Cláudia Guerreiro, através das cordas de uma viola baixo.

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O meu brinde ao regresso de um dos mais míticos festivais de rock, cujo inicio remonta ao tempo da ditadura (1971). 

O meu brinde pelas receitas reverterem a favor de uma instituição de solidariedade social, a AMA, que apoia pessoas portadores de autismo.

Por mim, ia lá ver esta Senhora Cantar, Sandra Nasic, dos Guano Apes,


Toda a informação em Vilar de Mouros voltou


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Continuava sem saber se todo aquele tempo, dedicado àquela actividade, seria uma espécie de futuro nocturno. Se inconscientemente não estava a incorrer numa nova espécie de escravatura. De excesso de dedicação. Se isso não estava a limitar todas as outras hipóteses, a isolá-las. Dois anos era tempo suficiente para ter deixado de ser um capricho. Não era mais do que isso. 



A possibilidade de uma morte súbita ocorre. De um apagão definitivo. Sem um anúncio. Sente uma angustia, que não consegue reprimir, ao encarar essa possibilidade. Subentende nisso uma espécie de tragédia. Numa capitulação. Numa desistência, forçada ou não. 

Já tinha feito uma espécie de promessa: não mais tralhas! Acabaram-se as tralhas. E as tretas, prometem sempre também isso. É uma promoção descarada. Não se podem adquirir separadamente.

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