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Postal de Loriga

26.08.14

 

Praia Fluvial de Loriga - Seia

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A moderna música electrónica não me interessa. Todas essas variantes de trance, de psi-trance e de não sei quê mais, apesar de lhe ter dado em dada altura algum crédito, na época em que fartava de correr, sempre com música nos ouvidos. 

No entanto, mantenho com um festival desse tipo de música, que se realiza em Idanha-a-Nova, durante muitos dias. Toda a minha expectativa seria sempre para me inspirar profundamente, não com algum banho de multidão, mas aquela multidão, cheia de estrangeirada. Tenho curiosidade relativamente a todos esses que possam assim ser designados. É um festival para se estar. Boom Festival

Duas semanas por ali certamente que evoluiriam depressa demais, não me iria sentir prisioneiro, conforme penso que sentiria, apesar de tudo. O regresso à realidade seria sempre muito doloroso.  Uma vez que não tenho possibilidade de viajar e encontrar todos esses estrangeiros, vou ali vê-los. Os artistas que se divirtam e divirtam o público. 

Estaria algures a tentar captar toda aquela gente, a ver se são mesmo estrangeiros, como os designamos, ou o que são, o que comem, que línguas falam.

Num ambiente assim há sempre uma maior descontracção. A tal que pode propiciar todo o tipo de histórias, contadas ou subentendidas. Eu iria sempre nesta missão não secreta, decerto levaria uns cadernos, e não os usaria às escondidas. Um laboratório social, favorável porque somos transplantados para o meio de uma experiência social, num contexto fora da nossa rotina. 

Há certamente, entre toda aquela gente, gente cuja vida é bem diversa das vida das nove às cinco (seis). No meio deles há certamente alguns que poderia ainda observar mais de perto, não receando qualquer contágio, apenas não invadir a privacidade dos seres. 

De qualquer modo tenho uma boa justificação: No tickets at the gate. Não continuam a publicitar um festival que já está esgotado... embora servido por magníficos meios de transporte...

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Para além de multas para quem não limpa as matas (como se isso fosse exequível/rentável para muitos proprietários), são necessárias licenças para cortar pinheiros secos, ou genericamente, pinheiros.

Para além de pode atribuir novas missões fiscalizadoras, a entidades que durante o inverno nada tem que fazer, o Estado multa. 

Não foi capaz de isolar a doença do Nemátodo quando ela foi diagnosticada e estava confinada. Agora que tal devastação se propagou a uma das maiores manchas florestais do pais, é necessário licença para cortar pinheiros secos, roídos pelos bichos, sem préstimo para madeira e pouco para lenha.

Mantém a bitola alta, não me decepcionam. De todo o modo num pinhal desses crescem bastantes sobreiros, que demorarão muitos anos a terem um tronco e a começar a fornecer cortiça; também não se podem cortar, a não ser que se paguem as licenças.

O Xerife de Nottingham deve aplaudir no túmulo, pela disseminação do seu xerifado. Pelos vistos vou ter que frequentar um curso de aplicação de produtos químicos nas árvores, se os quiser comprar no futuro.

Estipular taxas para trabalhar, para limpar uma mata? Para aproveitar os sobrantes, para reaproveitar o que resta da devastação, o resultado da incúria desse mesmo estado?

O estado que podia recrutar muita gente, que sobrevive às expensas de quem paga impostos, a limpar matas, e ribeiras, e bordas de rios, na falta das pessoas que são expulsas pela (i)emigração, pelas politicas de ordenamento do território.


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Esta foto documenta-se por si própria. Uma descida, no meio de ervas e silvas, no chão, tout venant. Situa-se no inicio da ecopista do Dão, logo após o final da plataforma dos passageiros, da estação de comboios de S. Comba Dão. Segue-se um caminho de terra batida de cem metros. 

Passar por lá com a Molly é agradável. É todo-o-terreno. A ecopista não é um local específico  de todo o terreno. Este é um cartão de apresentação dum investimento vultuoso. Mau, que não faz justiça àquele. Nunca entendi porque é que estes cem metros apenas receberam umas placas. Isto é piso para pessoas que querem ir a pé? ou de bicicleta ao lado, pois nem todos fazem BTT? Para crianças descerem em iguais circunstâncias. Todo aquele investimento não previu o arranjo destes cem metros do inicio?

Imensas leituras se podem tirar do pouco cuidado com os pormenores. Ilustra o (des) empenho que se pode ter num equipamento destes. Envergonha-me, embora não consiga explicar porquê. Para além de ainda me deixar espantado. Cem metros de desinteresse que prosseguem na antiga estação. Quarenta e sete quilómetros de desinteresse em fontes de abastecimento de água. 

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