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A moderna música electrónica não me interessa. Todas essas variantes de trance, de psi-trance e de não sei quê mais, apesar de lhe ter dado em dada altura algum crédito, na época em que fartava de correr, sempre com música nos ouvidos. 

No entanto, mantenho com um festival desse tipo de música, que se realiza em Idanha-a-Nova, durante muitos dias. Toda a minha expectativa seria sempre para me inspirar profundamente, não com algum banho de multidão, mas aquela multidão, cheia de estrangeirada. Tenho curiosidade relativamente a todos esses que possam assim ser designados. É um festival para se estar. Boom Festival

Duas semanas por ali certamente que evoluiriam depressa demais, não me iria sentir prisioneiro, conforme penso que sentiria, apesar de tudo. O regresso à realidade seria sempre muito doloroso.  Uma vez que não tenho possibilidade de viajar e encontrar todos esses estrangeiros, vou ali vê-los. Os artistas que se divirtam e divirtam o público. 

Estaria algures a tentar captar toda aquela gente, a ver se são mesmo estrangeiros, como os designamos, ou o que são, o que comem, que línguas falam.

Num ambiente assim há sempre uma maior descontracção. A tal que pode propiciar todo o tipo de histórias, contadas ou subentendidas. Eu iria sempre nesta missão não secreta, decerto levaria uns cadernos, e não os usaria às escondidas. Um laboratório social, favorável porque somos transplantados para o meio de uma experiência social, num contexto fora da nossa rotina. 

Há certamente, entre toda aquela gente, gente cuja vida é bem diversa das vida das nove às cinco (seis). No meio deles há certamente alguns que poderia ainda observar mais de perto, não receando qualquer contágio, apenas não invadir a privacidade dos seres. 

De qualquer modo tenho uma boa justificação: No tickets at the gate. Não continuam a publicitar um festival que já está esgotado... embora servido por magníficos meios de transporte...

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É praticamente incalculável o número e a beleza própria, diferente em tudo o que se possa imaginar, de locais, de pessoas, da natureza, que se pode encontrar em fotos. Partilhadas por muitos olhos que as tentam captar e reproduzir.

Mesmo que se fizesse isso a vida inteira, nunca seria possível ir a todos esses locais onde a natureza e a diferença, relativamente ao que os nossos sentidos nunca captaram. Os sentido perdem nas fotografias, onde falta tudo o resto. 

Que faz um pinguim nas Galápagos?, visitei o mosteiro de Gandem, no Nepal, o mercado de Istambul, o arquipélago de Svalbard, a Zanskar (no Tibete), e umas fotos de engenharia ambiental, que não é feita por engenheiros, mas por agricultores, os arrozais em socalcos de Hongue Hani.

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- « Não venhas para aqui provocar alucinações colectivas! Instabilidades. Anéis. Noivados. Cristo. Creta. Conversas de louco, de contador de histórias.» 

Trassakis, adolescente, desdenha delas. O centenário avô Sifakas nem se dá ao trabalho de o repreender ou tentar mudar de ideias. Ninguém escapa aos contos de fadas, mais cedo ou mais tarde. Existem desde que o homem se viu em apuros, quando a lança não alcançou aqueles magníficos lombos do mamute. Se viu em apuros para explicar porque não havia jantar. 

As pessoas que vivem em ilhas desenvolvem e mantêm uma identidade própria. São mais fechados a inovações. Estes são maioritariamente homens de acção. Não gostam de intelectuais. Toleram os professores apenas.

O velho Sifakas aprende a escrever Liberdade ou Morte, frase que pinta por etapas por todas as redondezas. Todos sabem que Creta não vai ainda ser livre do domínio Turco. A esperança de ver esse dia é diminuída para todos os que combateram por isso. Permanecerá, intacta, legada à sua descendência, que enche uma rua. Até ao dia. 

Hoje Creta faz parte da Grécia e onde aterra cerca de vinte por cento do turismo na Grécia. Sem o turismo, a sua agricultura, gado e pescas fazem-na ser auto-suficiente. Pátria de Zeus e de ruínas de Gregos e Turcos. Da convivência entre os Cristãos Ortodoxos Russos e os Muçulmanos.

Um cheirinho através de Crete on Fotopedia, e decerto ninguém ficará alheio a todas aquelas fotos que lá estão alojadas. De bastantes lugares de todo o mundo, alguns ainda não corrompidos pela ganância (os mais inóspitos).

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