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A única maneira de poder ganhar alguma compensação monetária (não é ganhar dinheiro), seria colocar publicidade no blogue. O quê? 

Abdicaria em primeiro lugar do controlo que publicidade é feita, fica logo um pouco entornado o caldo, começo a torcer o nariz (embora nunca o tenha, deveras, torcido, nem saiba como o fazer). Imagino-me a dar tareia nos bancos, dos quais nunca gostei, nem de jardim, normalmente pouco cómodos, e uma publicidade sonante ao Banco Luís Sedas, «o seu rendimento a escorregar suavemente, o toque a macio aliviá-lo de preocupações»...(não tenho capacidade de opinião, sobre a nova novela sobre banqueiros, estreada há pouco tempo, porque não ligo a novelas televisivas e nem me atrevo a imaginar tudo o resto). 

Em segundo lugar não ia ganhar nada e se ganhasse seriam uns tostões. Não tenho jeito para isso. Para negócios. Não é por serem na internet que eles me iam correr bem. Prefiro o pagamento aleatório em leituras. Estragar a aparência com uma publicidade que dessas dos perfumes que transformam qualquer estafermo num tipo irresistível e misterioso. Uma publicidade honesta a detergentes ou uma promoção do quilo de cenoura não faria mal nenhum. Não imagino a malta a abandonar a leitura do texto para ir comprar cenouras a 0,29 cêntimos. Não imagino a malta a clicar em anúncios, da mesma maneira que eu não o faço. E sei lá o que me iam fazer à aparência, seria quase como tatuar uma anúncio ao sabonete Eustáquio ou farinha Neve Eterna. 

A ideia de tatuar uma grande superfície comercial nas costas, para a exibir na praia, não me parece de todo de rejeitar. Só para tipos altos e espadaúdos. De onde se alimenta toda a gente, senão do que há nos supermercados. 

A remuneração dos tais cliques é irrisória, e ao fazê-lo o leitor clicante abandona o Pancadaria para ir às bolachas Olé ou ao café Bago Dourado. Em vez de ficar por aqui ver se há algum texto que lhe sirva.

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