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«Para quem credita em maldições específicas e personalizadas? Feitas de propósito para nos caberem na perfeição, fazerem parte de nós, não se verem na nossa sombra.»

 

 

Daqui vou para a indiferença, para planuras de violas, para vozes sofridas. Para além disso. Separado de tudo menos dos órgãos indispensáveis para continuar, interrogando-me sobre tudo o que se passa cá em cima. Tudo se resume a isso.

 

É possível funcionar. É possível descarrilar. Avariar. Tresmalhar. Condenado a ser-se o que se é, pois então. Não há apelação. Sei lá o que se passa, e não quero saber porque não é possível saber. Eles não sabem. O resultado sou eu, isso interessa-me, ao de ponto de me angustiar. Ao ponto de me retractar. Ao ponto de me perdoar sem que isso evite quaisquer consequências. 

 

Cuspir tudo cá para fora? O quê?

A aparente banalidade dos acontecimentos. As peripécias bem-sucedidas. Nada objectivamente a correr mal. O que corre bem não vale nada. Rotina de correr bem? O copo esvaziou rápido. Com a sede toda ao pote. Já não desdenho da desdenhada sabedoria popular. As sardinhas em novo são outra questão.

 

É a sede toda que continua, que se pode intensificar quando se pode recordar a natureza cristalina da água. A água agulha da cascata. A vontade de repetir. Sem acesso a ocultas fontes. A vontade de evoluir de novo graciosamente. Pedir paciência é pedir o impraticável. Uma pasmaceira montada, nesta solidão nocturna de tenda de montanha a fingir. Em meditações pouco concentradas.

 

Bem sei que não é maneira de me preparar. Mas não é preciso nenhuma preparação, basta ser directo e ir ao assunto sem rodeios. Bater na mesma tecla vezes sem conta, construir uma casa com esse empilhar dos mesmos tijolos. Uma casa para quê?

 

Para celebrar o passado?

Para me embriagar de futuros que não acontecem?

A sustentar versões? Livre do ónus de me estupidificar doutra maneira, com outros modos. As forçosas comparações darem-me no lugar certo. Eu a dar-me no lugar certo. O que não dá certo? 

 

Que peditório pode ser este, mesmo ao lado dos vitrais funerários. Uma torre de clausura, como a que fornecem aos presos por conspiração. Saio regularmente da toca, mas ninguém me toca. Vendavais atmosféricos. Esta turbulência natural, mas assustadora.

 

A auto-disciplina, o Francês e as boas maneiras às urtigas. Prefiro o recreio deste Entardecer tranquilo. A falhar com as horas de sono, a não me esquecer convenientemente de tudo o que pode ser deitado fora. Será uma purga? Fará parte da cura? De quantas curas preciso? 

 

 

Queria ir para indiferença, fui para ao confessionário, mas não é para pedir absolvição, é um lugar recatado, bom para descansar.

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