Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]


A chuva, que todos vituperam, ajuda-me. Tem-me em casa a horas. Com bom tempo surgem divertimentos. Divertimentos simples. De garoto. Divertimentos que custam o tempo que usamos com eles. O Tempo livre, bem entendido. O sol e ar puro ainda são de borla.

O chão que piso porque não posso voar, já é taxado, por isso tento andar pelo mato, de preferência em baldios. O Carvalhal é nosso!

Com o tempo tentarão taxar o ar que respiramos. As taxas municipais reflectirão, uma percentagem para isso. Ou virá na factura das Águas do Planalto, já são uma referência, no mercado das cobranças para outrem. São tão zelosos que cobram lixo e esgotos a quem gasta 0 m3 de água...

É por isso que tenho a expectativa de que o Grande Irmão não me traia, porque a blogosfera é dos últimos redutos de liberdade. É preciso procurar. Não estão os nossos interesses, como julgamos, ali à distância de uma pesquisa. Após pesquisarmos muito chegamos ao nicho que queremos. Ou sabemos qual é. E continuamos a procurar.

Enquanto aqui andar vou querer sempre mais. Já houve tempo em que julguei que chegar a xis pessoas seria bom. Que depois seria administrar o estaminé. Entreter os certos. 

Não ando, contudo, apenas a entreter(-me). Sob a máscara de não fazer sentido. De tentar ser engraçado. Para mim faz todo o sentido. Sempre fez sentido. Posso não conseguir saltar deste poço em que coaxo. É um salto muito grande. Mesmo que me dedicasse com todo o tempo, poderia não conseguir saltar. Afinal fui feito para estar aqui a coaxar. 

Vou coaxar melhor se der o salto? Não posso dizer. Não é por mim. Depende ao que for exposto. O que tem acontecido é sempre after-hours. É sempre um toca e foge. Falta tocar e ficar. Ficar depois de tocar é a norma. Tocar e fugir é um artificio. Uma maneira de dizer que as viagens físicas que faço exponenciam a imaginação, põem-me em contacto com tudo. Estou receptivo.

Uma dancetaria chamada Turol? Nunca entraria numa dancetaria com esse nome. Se fosse um oficina de automóveis, talvez. O melhor seria um local de venda de peças usadas para automóvel. Dancetaria? 

Quem é que aprova estes nomes? Tenham dó. Devia Haver uma comissão de análise de nomes. Os nomes próprios andam a ser maltratados. Dão-se nomes de pessoas a animais. Dão nomes pomposos. Pobres a porem nomes pomposos aos filhos.

Há cem anos os nomes das pessoas tinham o nome e o apelido. Sei disso. Vi isso ao longo da minha vida profissional. Gostava de voltar a esse tempo. Nome e apelido. Já os pobres não se punham a inventar nomes pomposos. E nomes de tele-novelas (que substituíram as foto-novelas). Deve haver decência. 

Como diria uma socialite: os filhos dos pobres são tão bonitos! 

É tudo o mesmo pensar! Onde andam as pessoas? Posso gozar com elas deste modo?

Claro que não! Estou a parodiar fazendo-me passar por essas pessoas. Estou a tentar entrar na psique de personagens. Nas personagens que posso tentar vestir as pessoas que pensam assim.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.